Eleição para presidente da Somália é adiada pela 5ª vez em 6 meses

Mogadíscio, 20 jan (EFE).- O governo da Somália adiou a escolha do presidente do país pela quinta vez consecutiva desde agosto do ano passado e informou que acredita que a votação possa acontecer em fevereiro, revelaram à Agência Efe fontes da Comissão Eleitoral nesta sexta-feira.

Após o pleito legislativo, 275 deputados deviam designar o presidente do país por voto indireto no próximo dia 22, mas "problemas de logística" impediram a realização. O ato foi fixado inicialmente para agosto de 2016, mas adiado para setembro, novembro, dezembro, janeiro e, agora, fevereiro. Em todas as ocasiões anteriores, o motivo foi uma demora no processo das legislativas, marcado, segundo a União Europeia, pela "corrupção, a intimidação e a manipulação".

A Somália não tem eleições convencionais já que o Parlamento, em vez de por sufrágio universal, foi eleito por 14.025 delegados de diferentes clãs e em desiguais cotas de poder na Câmara. Apesar disso, esse é o processo mais democrático já realizado no país nos últimos 47 anos. Um dos principais obstáculos deste pleito são as contínuas disputas entre clãs, já que a fórmula eleitoral atual dá maior representatividade a grupos mais poderosos.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias radicais islâmicas, "senhores da guerra" e grupos armados.

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