Presidentes de Mauritânia e Guiné chegam à Gâmbia para conversa com Jammeh

Dacar, 20 jan (EFE).- Os presidentes da Mauritânia, Mohammed Ould Abdelaziz, e da Guiné, Alpha Condé, chegaram na tarde desta sexta-feira a Banjul para se reunir com o ex-presidente da Gâmbia Yahya Jammeh e tentar convencê-lo a deixar o poder após a posse de Adama Barrow como novo presidente.

Os líderes chegaram ao aeroporto por volta das 15h (horário local) e estão reunidos com o ex-mandatário, que se nega deixar o cargo, apesar de Barrow já ter sido reconhecido como presidente legítimo pelos países africanos e pela comunidade internacional, de acordo com a emissora "RFM" do Senegal. Esta visita é a segunda que Abdelaziz faz a Jammeh desde a quarta-feira passada, quando tentou persuadir, sem sucesso, que ele cedesse o poder ao presidente eleito nas urnas em 1º de dezembro.

Após o fracasso do encontro e o juramento de Barrow como presidente na embaixada da Gâmbia em Dacar, as tropas da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) entraram na tarde de ontem na Gâmbia para expulsar Jammeh do poder. Hoje, no entanto, ficou acertado conter o avanço para dar a oportunidade de uma última reunião, na esperança de que seja possível chegar a uma saída pacífica do autocrata da Gâmbia, país que ele governou com mãos de ferro por 22 anos.

O comando das tropas da Cedeao deu um ultimato que expirava ao meio-dia de hoje, exatamente quando aterrissaram os presidentes mauritano e guineano, para retomar o plano do exército e tirar Jammeh à força.

Grande parte do gabinete de Jammeh já saiu da Gâmbia, assim como milhares de cidadãos comuns e turistas, que temem um banho de sangue. Ontem à noite, milhares de pessoas e soldados comemoraram nas ruas de Banjul a posse de Barrow, entre eles o próprio chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o general Ousman Bargie, que anunciou que vai acatar a autoridade do novo presidente.

Depois de aceitar, em 2 de dezembro, a derrota na eleição, Jammeh voltou atrás e pediu impugnação dos resultados, alegando erros na apuração. Desde então, a União Africana, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional pedem que ele se retire e aceite a decisão das urnas, que reflete a vontade do povo.

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