Resgate em Teerã continua, mas com pouca esperança de encontrar sobreviventes

Teerã, 20 jan (EFE).- As operações de resgate prosseguem nesta sexta-feira entre os escombros do edifício comercial que desmoronou ontem no centro de Teerã, embora a esperança de achar algum dos 20 ou 25 desaparecidos com vida diminua com o passar das horas.

O governo iraniano decretou um dia de luto oficial amanhã e expressou suas condolências às famílias dos bombeiros que foram apanhados no prédio e seus desejos de recuperação rápida aos feridos, conforme comunicado. O acidente aconteceu ontem depois que um grande incêndio se propagou pelos 17 andares por causa de um curto-circuito.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Jalal Maleki, explicou hoje à agência iraniana "Isna" que "a temperatura entre os escombros é muito alta e isto acabou com as esperanças de encontrar sobreviventes". As equipes de resgate estão enfrentando sérias dificuldades, já que continua saindo fumaça do prédio e falta oxigênio.

Nas últimas horas foram escavados dois túneis e cães farejadores estão auxiliando as buscas, segundo o Ministério do Interior e os Serviços de Emergência.

As informações sobre o número desaparecidos e possíveis mortos, assim como suas origens, ainda não estão claras. Maleki disse que 20 bombeiros ficaram soterrados, enquanto o governador de Teerã, Issa Farhadi, manteve que o número de desaparecidos não supera os 25.

A agência "Irna", por sua vez, detalhou que 23 bombeiros e profissionais da imprensa ficaram soterrados. Segundo a agência "Isna", dois corpos foram encontrados. Ontem, o prefeito de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, anunciou que pelo menos 20 bombeiros morreram, mas outras autoridades preferiram não dar números até o fim das buscas.

O acidente deixou 84 feridos, sendo que um deles, um bombeiro, morreu no hospital por causa das graves queimaduras sofridas, conforme o chefe de Emergências de Teerã, Hossein Kulivand.

O fogo começou às 8h (horário local) de ontem no nono andar devido a um curto-circuito. Três horas e meia depois o edifício estava em ruínas.

O Plasco, construído em 1962 e conhecido como o primeiro arranha-céu de Teerã, abrigava um shopping com centenas de lojas, armazéns e oficinas de confecção, e ficava na Avenida Jomhouri, no centro de Teerã.

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