Ex-presidente peruano chama quem recebeu propina da Odebrecht de ratos

Lima, 21 jan (EFE).- O ex-presidente do Peru Alan García (1985-1990 e 2006-2011) chamou de ratos os funcionários de seu segundo mandato que receberam propina da Odebrecht para que a empresa fosse escolhida nos processos de licitação de obras públicas milionárias.

"Foi muito bem o Ministério Público da Nação. À prisão. Ratos como esses sujam as grandes obras que servem o povo", escreveu García no Twitter.

O ex-chefe de estado se pronunciou na rede social após a divulgação da informação de que a polícia realizou na noite desta sexta-feira a primeira detenção relacionada ao escândalo de corrupção da Odebrecht no país, a de Edwin Luyo, que presidiu o comitê de licitação da Linha 1 do Metrô de Lima.

Segundo a imprensa local, a detenção aconteceu na casa de Luyo como parte de uma operação dirigida pelo fiscal anticorrupção Hamilton Castro, que incluiu ainda uma ação de busca e apreensão na casa do ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Luis Cuba, que também ocupou o cargo durante o segundo mandato de García.

Castro disse que a Odebrecht teria pagado mais de US$ 7 milhões para ganhar a licitação do projeto da Linha 1 do Metrô de Lima, e suspeita que esse valor não ficou apenas com Luyo e Cuba.

O tribunal de conta dos Peru informou na semana passada que a Linha 1 do Metrô de Lima representou para o Estado um prejuízo de US$ 109 milhões, ao passar de um investimento de US$ 410 milhões para US$ 519 milhões no final.

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