Equipes do governo sírio e rebeldes desembarcam em Astana para reunião

Astana, 22 jan (EFE).- A delegação do governo do presidente da Síria, Bashar al Assad, e a equipe negociadora das facções rebeldes do país desembarcam neste domingo em Astana, no Cazaquistão, para participar a partir desta segunda-feira da conferência de paz, apoiada por Rússia e Turquia.

O vice-presidente da Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Abdul Hakim Bashar, disse à Agência Efe que a delegação opositora, que está composta por 39 representantes de distintas facções, sob a égide do Exécito Sírio Livre (ESL), chegaria na manhã de hoje (hora local), à sede do encontro.

Bashar, que participa da delegação como consultor político, explicou que, ao chegar, a equipe iria começar se preparar para as reuniões de negociação, que acontecerão em Astana, sem, no entanto, detalhar a agenda da conferência.

Por outro lado, a delegação governamental, liderada pelo embaixador sírio na ONU, Bashar ao Jaafari, chegaria no fim da manhã (hora local), conforme informou à Efe uma fonte da equipe, que pediu para permanecer anônima.

O grupo do regime está composto por dez membros, entre os quais, além de Al Jaafari, o deputado Ahmad al Kuzbari, o embaixador sírio da Rússia, Riad Haddad, o conselheiro do Ministério das Relações Exteriores, Ahmad Arnus, um oficial do serviço de segurança sírio e dois militares, conforme divulgou o jornal estatal "Al Watan".

As negociações acontecerão no hotel Rixos President Astana, localizado em um centro comercial da capital do Cazaquistão, que já recebeu reuniões de grupos opositores sírios, em maior de 2015.

Os diálogos de segunda e terça-feira foram convocadas a partir do acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor em 30 de dezembro, entre rebeldes e governo, com apoio da Rússia e Turquia.

Além das delegações da Síria e dos países organizadores do encontro, ainda participarão o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e o vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Árabes do Irã, Hossein Ansari, que lidera a delegação do país.

Já o governo do presidente Donald Trump divulgou que não enviará delegação formal para o encontro em Astana, mas que o embaixador do país no Cazaquistão será representante, como observador, das reuniões.

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