May falará com Trump sobre acordo comercial e importância da Otan

Londres, 22 jan (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, adiantou neste domingo que falará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima sexta-feira em Washington sobre um acordo comercial entre os dois países e a importância da Otan para a defesa coletiva.

"Teremos a oportunidade de conversar sobre nossa possível futura relação comercial, mas também sobre alguns dos desafios que todos no mundo afrontamos", afirmou May em uma entrevista à emissora pública "BBC".

A premiê, que nesta semana anunciou a intenção de que o Reino Unido deixe o mercado único ao sair da União Europeia (UE), será a primeiro líder internacional que se reunirá com Trump na Casa Branca após ser este ter tomado posse.

"Tanto ele quanto as pessoas que o rodeiam se referiram já à importância de chegar a um acordo de comércio com o Reino Unido, e isso é algo de que esperam falar conosco", detalhou a chefe do governo britânico.

"Há outros assuntos nos quais devemos trabalhar juntos. Como a importância da Otan, por exemplo, e a luta contra o terrorismo. Há terrenos onde enfrentamos as mesmas ameaças e os mesmos desafios. Trabalhamos juntos nele no passado e continuaremos no futuro", acrescentou.

May afirmou que o líder americano reconhece o valor da Aliança Atlântica, embora na semana passada tenha reiterado que na sua opinião é uma organização obsoleta.

"Nós dois já falamos sobre as contribuições que os países devem fazer à Otan. O Reino Unido está gastando 2% de seu Produto Interno Bruto em defesa, e acredito que isso é o importante" ressaltou a primeira-ministra.

A chefe de governo minimizou a importância da filosofia de Trump de colocar os EUA à frente, dita em seu discurso de posse, no momento de fortalecer os laços comerciais entre Washington e Londres.

"É o que faz qualquer líder e qualquer governo. Nós, aqui no Reino Unido, tentamos antepor os interesses do país e dos britânicos ao abordar qualquer assunto", argumentou.

Um dia depois das grandes manifestações em diversos países em favor dos direitos das mulheres e contra o novo presidente americano, a governante britânica recusou confirmar que tratará esse assunto de forma explícita com o presidente dos EUA.

"Quando me sentar em frente a ele, a maior afirmação que será feita sobre o papel das mulheres é que estarei lá como a primeira-ministra do Reino Unido, falando com ele diretamente sobre os interesses que compartilhamos", finalizou.

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