Nova tragédia ferroviária deixa 39 mortos e 50 feridos na Índia

Teresa Cambril.

Nova Délhi, 22 jan (EFE).- O descarrilamento de um trem no sudeste da Índia deixou 39 mortos e 50 feridos na primeira grande tragédia ferroviária vivida pelo país asiático em 2017 e mais uma nos últimos meses.

Perto da meia-noite, hora local, o trem expresso 18448 descarrilou por motivos que ainda não foram informados perto da estação de Kuneru, no estado de Andhra Pradesh, o que deixou causou pelo menos 39 mortes, além de ter deixado 50 pessoas feridas, sete delas com gravidade. Os dados foram confirmados à Agência Efe pelo porta-voz da companhia de ferrovias East Coast Railway, P.J. Mishra.

O trem acidentado tinha partido da cidade de Jagdalpur, no estado de Chhattisgarh, e a previsão era a de que chegasse a Bhubaneswar, em Odisha hoje.

O acidente aconteceu em plena noite fechada, em torno das 23h15 (local, 15h45 de Brasília), detalhou Mishra, o que dificultou os trabalhos de resgate durante as primeiras horas.

As autoridades abriram uma investigação para determinar a causa do acidente, que ocorreu apenas um mês após outro descarrilamento no norte da Índia, no estado de Uttar Pradesh, no qual não houve mortos, mas 61 feridos.

Em 20 de novembro, em um dos piores acidentes dos últimos anos, outro trem descarrilou no mesmo estado de Uttar Pradesh com 146 mortos e 200 feridos.

Nos últimos dias, começou a rondar o fantasma do Paquistão sobre esse último acidente, depois que a Polícia local lançou a hipótese de que poderia ter sido provocado, algo que o governo indiano e os organismos de inteligência do país não respaldaram, mas também não descartaram.

Hoje, sobre o mais recente acidente, a East Coast Railway se limitou a dizer que a investigação começo. Segundo a empresa, nove vagões do trem, quatro deles com leitos, descarrilaram.

O ministro de Ferrovias da Índia, Suresh Prabhu, se deslocou ao local do acidente para se reunir com os afetados e anunciou que o governo nacional concederá indenizações aos feridos e aos familiares dos mortos. Através do Twitter, ele disse que os pagamentos serão feitos "sem demora".

Por sua vez, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se mostrou comovido diante de mais um acidente de trem do país. "Meus pensamentos estão com aqueles que perderam seus entes queridos no descarrilamento do trem expresso Jagdalpur-Bhubaneswar. A tragédia é triste", tuitou Modi.

O grave acidente provocou durante o dia de hoje vários cancelamentos e atrasos no serviço ferroviário da região afetada, no leste do extenso país asiático. Concretamente, sete viagens foram canceladas, outras sete foram interrompidas e duas tiveram a rota desviada, informou a companhia ferroviária em comunicado. A empresa estima que o tráfego na região será restabelecido totalmente à 1h (local) desta segunda-feira.

O acidente é mais um no rastro de vítimas das ferrovias indianos: 26.066 pessoas morreram e 4.055 ficaram feridas em acidentes de trens no país em 2015, segundo os últimos dados publicados pelo Birô Nacional de Registro de Crimes (NCRB). As autoridades registraram um total de 29.419 acidentes, o que representa um aumento de 3,7% em relação a 2014.

O relatório do NCRB afirma que a maioria desses acidentes, 72,5%, aconteceu pela queda de pessoas, já que na Índia é comum haver passageiros em cima do trem, ou por atropelamento.

A rede ferroviária indiana, com 65 mil quilômetros, é a quarta mais longa do mundo, atrás das dos Estados Unidos, da Rússia e da China, e conta com 1,3 milhão de empregados e 12,5 mil trens, que transportam diariamente cerca de 23 milhões de passageiros.

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