Prefeitura de Jerusalém aprova 566 casas em área ocupada por palestinos

Jerusalém, 22 jan (EFE).- A prefeitura de Jerusalém aprovou neste domingo centenas de casas no território ocupado de Jerusalém Oriental, em uma série de projetos que estavam congelados há meses pelas pressões do antigo governo dos Estados Unidos, do agora ex-presidente Barack Obama.

A comissão de aprovações urbanísticas da Prefeitura de Jerusalém autorizou projetos por um total de 566 casas em Pisgat Ze'ev, Ramot e Ramot Shlomó, todos eles na região ocupada de Jerusalém que os palestinos reivindicam para a capital de seu futuro estado, informa o jornal "Ha'aretz".

Os projetos estavam prontos para ser aprovados há duas semanas, mas a votação foi atrasada a pedido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a fim de não irritar o governo do agora ex-presidente Obama, muito crítico com a colonização judaica.

Segundo o diário, desde a vitória de Donald Trump nas eleições de novembro, há uma aceleração nos planos e projetos que são apresentados à prefeitura para todo tipo de construções fora das fronteiras de 1967.

Desta forma, enquanto em 2014 foram aprovadas 775 casas nas colônias da parte ocupada da cidade, em 2015 as autorizações caíram para 395. Em 2016, voltaram a subir até 1.506, mas mais de mil passaram o processo de autorizações desde novembro, segundo de acordo com o jornal.

A direita mais nacionalista israelense viu a eleição de Trump como uma luz verde para relançar a colonização do território palestino, e só dois dias após sua posse crescem as vozes para que sejam aprovados de forma imediata todo tipo de projetos e anexações. EFE

elb/dr

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