Trump vai dedicar 1ª semana ao comércio, imigração e segurança nacional

Washington, 22 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai centrar sua primeira semana de mandato para trabalhar nos temas relativos ao comércio, imigração e segurança nacional, assuntos sobre os quais ele deve emitir ordens executivas nos próximos dias, adiantou neste domingo o chefe de gabinete, Reince Priebus.

Em entrevista ao canal "Fox", Priebus disse que haverá "movimento" sobre esses três assuntos nesta semana. Trump prometeu tirar os Estados Unidos do Acordo de Associação Transpacífico (TPP), que tem outros 11 países integrantes, e renegociar o NAFTA, o acordo comercial com o México e o Canadá.

Quanto aos imigrantes, após ganhar as eleições em 8 de novembro Trump disse que expulsaria os que têm "antecedentes criminais" - cerca de 3 milhões -, em vez do total de 11 milhões de ilegais que ele disse que deportaria durante a campanha.

O já ex-presidente Barack Obama pediu pessoalmente a Trump que ele proteja os chamados "dreamers" ("sonhadores"), jovens imigrantes ilegais que chegaram ao país ainda pequenos e se beneficiaram de um programa que ele lançou através de ordem executiva em 2012. Esse mesmo tipo de medida foi o que Trump assinou na sexta-feira, poucas horas depois da posse, contra a reforma da saúde de seu antecessor, popularizada por seus críticos como Obamacare.

O novo presidente instruiu às agências do governo a "aliviar as cargas do Obamacare", o que significa dar carta branca para ignorar as direções da reforma da saúde enquanto o Congresso a substitui por um novo plano.

Sobre a polêmica envolvendo suas declarações de impostos, conselheira do presidente, Kellyanne Conway, deixou claro que Trump não pensa em divulga-las. Conforme disse à emissora "ABC", esse tema foi discutido durante toda a campanha eleitoral e as pessoas "não se importam" com a declaração de impostos de Trump.

A resposta da assessora se deve ao pedido publicado no site da Casa Branca para que Trump divulgue sua documentação e que superou as 100 mil assinaturas, quantidade necessária para que o governo se pronuncie a respeito. Uma pesquisa recente da "ABC" e do jornal "The Washington Post" revelou que três quartos dos americanos acham que Trump deveria divulgar a informação sobre seus impostos.

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