China convida Trump a lutar contra mudança climática

Pequim, 23 jan (EFE).- O governo da China convidou nesta segunda-feira o novo Executivo dos Estados Unidos liderado por Donald Trump a seguir com a luta contra a mudança climática e ressaltou que todos os países devem agir para freá-lo, cumprindo o Acordo de Paris.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hua Chunying estendeu as mãos de Pequim para o novo Executivo americano com o qual, segundo ela garantiu em entrevista coletiva, tem canais abertos para "manter o contato" desde a eleição de Trump.

"A China está disposta a trabalhar com todas as partes, incluindo a nova administração dos Estados Unidos, para continuar com o diálogo e a cooperação prática sobre a questão da mudança climática", afirmou Hua.

A porta-voz da diplomacia chinesa destacou a importância do Acordo de Paris, um "marco" segundo ela, que a China tem intenção de implementar em suas políticas domésticas e que quer promover na cenário internacional.

"É uma conquista que não foi fácil, todos os países deveriam acompanhar esta tendência, aproveitar a oportunidade, adotar ações e implementar o acordo para o futuro das próximas gerações", indicou a porta-voz chinesa.

Hua insistiu na disposição da China de trabalhar conjuntamente com Trump, apesar das críticas do presidente americano relativas ao gigante asiático e de sua aproximação com Taiwan, e assegurou que seu colega chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de felicitação ao novo chefe de Estado após sua posse na sexta-feira.

"Estamos prontos para trabalhar com o novo governo (dos Estados Unidos) de forma construtiva para solucionar nossas diferenças e evitar um desencontro nas relações gerais entre os dois países", afirmou a porta-voz.

Em relação à política americana para Taiwan, Hua afirmou que acredita que Trump respeitará o princípio de uma única China, pelo qual Washington reconhece o governo em Pequim como o único legítimo, negando as aspirações independentistas de Taiwan, e que o magnata será "prudente" e tratará de forma "adequada" suas relações com a ilha.

O líder americano declarou em seu discurso de posse sua intenção de colocar os Estados Unidos "em primeiro lugar" e, após suas críticas às políticas do gigante asiático durante a campanha e já como presidente eleito, alguns analistas especulam que pode haver uma guerra comercial entre ambas as potências.

"As guerras e confrontações comerciais não produzirão ganhadores, só vão prejudicar os interesses de ambas e de todas as partes", opinou Hua, que pediu a Washington que resolva de forma conjunta com Pequim suas disputas e desacordos em matéria comercial.

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