Al Jaafari diz que Exército sírio vai continuar no vale do Rio Barada

Astana, 24 jan (EFE).- O chefe da delegação governamental síria nas conversas de Astana, Bashar al Jaafari, disse nesta terça-feira que o Exército sírio vai continuar com as operações no estratégico vale do Rio Barada que abastece Damasco.

Al Jaafari, embaixador da Síria na Organização das Nações Unidas (ONU), comunicou essa decisão aos jornalistas ao término das conversas que acontecem na capital cazaque com representantes da oposição e países fiadores para tentar reforçar o cessar-fogo.

"Enquanto os terroristas continuarem impedindo a chegada de água a Damasco, o Exército sírio continuará suas operações", afirmou.

Segundo ele, os terroristas da Frente al Nusra, que não estão incluídos no cessar-fogo vigente na Síria, controlam uma cidade do vale de onde parte a água para 7 milhões de habitantes de Damasco. As tropas governamentais sírias controlam todas as localidades do estratégico vale, exceto Ain al Fiya, que terá operações militares até a recuperação total do controle. O fornecimento de água do vale na capital síria está suspenso desde 23 de dezembro.

O chefe da delegação governamental síria qualificou de "bem-sucedidas" as conversas realizadas em Astana para confirmar o fim das hostilidades em vigor desde 30 de dezembro, que, por sua vez, abrem caminho para o início do diálogo político entre governo e oposição.

A reunião na capital cazaque e o comunicado final assinado na conclusão por Rússia, Irã e Turquia - os três países fiadores do cessar-fogo na Síria - obrigam os "grupos terroristas armados" a respeitar a cessação de hostilidades, conforme destacou.

"Nós tratamos algumas vezes com o inimigo para salvar o Estado", disse Al Jaafari, em alusão à oposição armada e também à Turquia, país organizador junto com a Rússia a reunião em Astana e acusada de desempenhar um papel "negativo" nas negociações.

Por outro lado, parabenizou a atuação do Irã e o papel que esse país teve nas conversas e garantiu que Damasco respeitará o comunicado final de Astana, apesar não ter colocado sua assinatura no documento da mesma forma que a oposição armada.

Por último, Al Jaafari disse que o governo sírio acertou coordenar com os países fiadores do cessar-fogo os ataques contra as posições do Estado Islâmico e da Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra).

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