Chefe do FBI seguirá em seu cargo, diz "New York Times"

Washington, 24 jan (EFE).- O diretor do FBI, a polícia federal investigativa dos Estados Unidos, James Comey, seguirá em seu cargo a pedido do presidente Donald Trump, informou nesta terça-feira o jornal "The New York Times".

Segundo essa publicação, que cita fontes anônimas, Comey poderá seguir em seu posto apesar das investigações abertas contra o bilionário presidente por seus supostos vínculos com o governo Russo e seu hipotético envolvimento nos ciberataques, e garantiu que o próprio Comey disse a seus agentes distribuídos por todo o país que seguirá à frente do FBI.

A hipotética decisão de Trump de manter Comey como chefe do FBI evitaria ao presidente outra dura batalha de confirmação no Senado, mas também implicaria que Comey continuará à frente da investigação contra Trump por seus supostos vínculos com os ciberataques que teriam sido orquestrados pelo Kremlin.

Apesar de o governo russo ter negado seu envolvimento, as principais agências de inteligência dos EUA - entre elas o FBI - garantem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a interferência nas eleições americanas através de ciberataques para favorecer Trump e prejudicar sua rival, a democrata Hillary Clinton.

O próprio Comey recebeu duras críticas tanto de democratas como de republicanos durante a campanha presidencial pelas decisões que tomou em relação à investigação do FBI sobre o uso que Hillary fez de servidores de e-mail particulares para tratar de assuntos oficiais quando era secretária de Estado (2009-2013).

Depois das eleições, em uma ligação telefônica com doadores, vazada aos veículos de imprensa, Hillary responsabilizou Comey pela derrota, que 11 dias antes das eleições anunciou uma nova investigação sobre os e-mails da ex-secretária de Estado, o que proporcionou nova munição para Trump.

No entanto, quando restavam dois dias para as eleições, Comey voltou à cena e anunciou que o FBI dava por encerrada a investigação porque não tinha encontrado nenhum elemento incriminatório na nova averiguação, relacionada com o computador do ex-companheiro de uma de suas assessoras, Huma Abedin.

Durante a campanha eleitoral, Trump também criticou Comey em várias ocasiões, ao considerar que sua decisão de encerrar previamente a investigação servia para proteger Hillary e fazia parte de um "sistema totalmente fraudado" e "de uma classe dirigente completamente corrupta em Washington".

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