Na Espanha, Dilma denuncia "criminalização" da gestão fiscal de seu governo

Sevilha (Espanha), 24 jan (EFE).- A ex-presidente Dilma Rousseff negou nesta terça-feira sua relação com casos de corrupção e afirmou que sua saída forçada do governo está relacionada com o que chamou de "criminalização" da gestão fiscal e a busca de "desculpas" para condená-la.

Dilma, que participou nesta terça-feira em Sevilha, na Espanha, de um seminário sobre o Brasil e a América Latina, resumiu em entrevista coletiva os eventos em torno de seu impeachment.

De acordo com ela, este processo ocorreu pela conjunção de interesses de centristas, da direita, de grupos ultraconservadores e da oligarquia, que iniciou no Brasil a estratégia política do "quanto pior, melhor", à qual se somou o que a ex-presidente definiu como a "criminalização" de sua gestão fiscal.

"Perdemos a batalha, mas não podemos perder a democracia", enfatizou Dilma, que expressou sua aberta preferência por Lula como candidato do PT para as eleições de 2018.

"Acredito e quero que seja Lula. As pesquisas dizem que ele seria um forte candidato, mas a decisão depende dele", disse.

Dilma criticou o que chamou de política "distorcida" contra Lula no Brasil e alegou que ele foi acusado de corrupção "sem provas, mas com convicção" - fazendo referência a uma frase que se espalhou na internet como atribuída a Deltan Dallagnol, procurador do Ministério Público Federal e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, embora inverídica.

Em relação à morte do ministro relator dos processos da Lava Jato na Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, em uma queda de avião, a ex-presidente declarou que, diante de possíveis "suspeitas", o governo deve "abrir uma investigação transparente".

Além de Dilma, participaram do seminário em Sevilha o ex-ministro de Justiça José Eduardo Cardozo e o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, e Baltasar Garzón, ex-juiz da Audiência Nacional da Espanha.

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