Procurador-geral do Peru promete capturar "peixes gordos" do caso Odebrecht

Lima, 25 jan (EFE).- O procurador-geral do Peru, Pablo Sánchez, assegurou nesta quarta-feira que o organismo que dirige chegará até os "peixes gordos" que receberam subornos da Odebrecht para adjudicar milionárias obras públicas em troca.

Durante a inauguração de uma sede da procuradoria em Lima, Sánchez reconheceu que "capturar uma pessoa influente ou rica é complicado", mas prometeu chegar até eles com paciência e um trabalho independente.

"Chega de golpe. Estamos conseguindo informação pouco a pouco. Não é fácil investigar. É preciso fazer isso sem falhas porque pode arruinar a investigação", disse Sánchez.

O procurador-geral peruano admitiu ainda que há pessoas investigadas que saíram do país antes que começassem as diligências da procuradoria.

Por sua vez, o gerente da Odebrecht no Peru, Mauricio Cruz, indicou em entrevista publicada hoje no jornal "El Comercio" que a construtora brasileira entregará à procuradoria toda a informação e documentação que tem, incluindo "os documentos relacionados com os chamados peixes gordos".

"Tudo será entregue. Não serão feitos filtros nem haverá uma seleção do que será entregue. Entregaremos toda a informação existente", acrescentou Cruz.

A Odebrecht fechou um acordo com a procuradoria peruana no último dia 5 de janeiro para entregar toda a documentação que for requisitada com o objetivo de facilitar a investigação visando um acordo final com a Justiça peruana.

Graças à informação entregue até agora, a Polícia Nacional do Peru (PNP) prendeu os ex-funcionários do Ministério de Transportes e Comunicações, Edwin Luyo e Miguel Ángel Navarro, por supostamente ter recebido subornos na licitação da linha 1 do metrô de Lima.

Também foi decretada uma ordem de captura internacional contra o ex-vice-ministro de Comunicações, Jorge Cuba, que aparentemente saiu do Peru rumo aos Estados Unidos depois que a Odebrecht assinou um acordo de colaboração com a Justiça americana dentro da Operação Lava Jato.

Nesse acordo, a Odebrecht admitiu ter pagado US$ 29 milhões em subornos a funcionários peruanos entre 2005 e 2014, anos que compreendem os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016).

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