Justiça decreta prisão do empresário Eike Batista

Rio de Janeiro, 26 jan (EFE).- A Justiça decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva do empresário Eike Batista e a Polícia Federal (PF) fez uma operação de busca e apreensão em sua residência e escritórios.

Como Eike está em viagem ao exterior a PF não encontrou o empresário em sua casa, e ele já é considerado foragido da Justiça.

As buscas fazem parte da Operação Eficiência, segunda fase da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro.

Dentro da primeira fase, chamada de Operação Calicute, foi preso o ex-governador do estado Sérgio Cabral, em novembro do ano passado, acusado de receber mais de R$ 200 milhões em um esquema de corrupção.

As autoridades também fizeram buscas nas casas de outras pessoas, todas relacionadas com o ex-governador. Entre elas está Suzana Neves, ex-mulher de Cabral e prima do presidente do PSDB Aécio Neves.

Eike Batista - cujos advogados disseram que vai se apresentar à PF assim que chegar ao Brasil - chegou a ser considerado o oitavo homem mais rico do mundo em 2010 pela revista "Forbes", que na época calculou sua fortuna em cerca de US$ 30 bilhões.

Nos últimos anos, no entanto, as empresas de Eike enfrentaram sérios problemas financeiros, em parte devido a uma série de arriscadas operações de mercado que levaram o empresário à falência.

No ano passado, Eike se apresentou voluntariamente à Justiça para colaborar com as investigações da Lava-Jato.

Em sua declaração, confessou ter colaborado com algumas campanhas eleitorais, através de "doações" que não eram declaradas e correspondiam a propinas estipuladas para vencer licitações de contratos com empresas públicas.

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