ONU vê esperanças na Síria, mas admite que situação humanitária não melhorou

Nações Unidas, 26 jan (EFE).- As Nações Unidas afirmaram nesta quinta-feira ver "razões para a esperança" na Síria, mas advertiu que a situação humanitária no país continua sendo catastrófica e quase não melhorou apesar do cessar-fogo em vigor.

O chefe humanitário da organização, Stephen O'Brien, destacou em um pronunciamento perante o Conselho de Segurança que a cessação de hostilidades está sendo respeitada, apesar de algumas violações, e representou um alívio para muita gente.

Além disso, se mostrou esperançoso pelas negociações de paz realizadas em Astana e pelo mecanismo impulsionado por Irã, Rússia e Turquia para supervisionar o cessar-fogo.

"Há algumas razões para a esperança que estão emergindo", afirmou O'Brien, que lembrou que, apesar de tudo, no passado não houve maneira de transformar essa esperança em ações humanitárias.

Nesse sentido, o responsável da ONU denunciou que o acesso humanitário à população continua sendo muito restrito e que isso segue custando vidas.

Segundo explicou, em todo o mês de dezembro apenas um comboio humanitário internacional pôde entregar ajuda, que beneficiou 6.000 pessoas, das mais de 900.000 às quais as Nações Unidas consideravam necessário chegar.

Em janeiro, por enquanto, a ONU só pôde completar com sucesso outra entrega de ajuda, neste caso para 40.000 pessoas na cidade de Muadamiya, nos arredores de Damasco.

O'Brien atribuiu os impedimentos aos procedimentos dos diferentes níveis do regime sírio e também a restrições impostas por outras partes do conflito.

Segundo os últimos números da organização, após as evacuações da área oriental de Aleppo e de outras cidades no mês passado, permanecem na Síria 644.000 pessoas vivendo em 13 áreas sob estado de sítio.

Na sessão também participou o Programa Mundial de Alimentos, que garantiu que a situação alimentícia na Síria segue piorando, com nove milhões de pessoas necessitadas de comida e sustento.

Segundo esta agência da ONU, a produção de alimentos está em níveis mínimos devido à insegurança e aos danos sofridos pelas infraestruturas.

Em sua conclusão, O'Brien insistiu que, embora muito positivo, o atual cessar-fogo não é suficiente, pois é necessário muito mais acesso humanitário, proteção dos civis a cargo das partes em conflito, o fim dos cercos e uma solução política que realmente possa pôr fim à guerra.

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