Presidente eleito da Gâmbia volta ao país para formar governo

Dacar, 26 jan (EFE).- O presidente eleito da Gâmbia, Adama Barrow, chegou nesta quinta-feira a Banjul procedente de Dacar, onde se refugiava da crise política pós-eleitoral de seu país e onde jurou o cargo na semana passada durante seu exílio, para assumir o comando do governo, finalmente cedido pelo ex-presidente Yahya Jammeh.

Barrow desembarcou no aeroporto da capital gambiana, onde foi recebido pela vice-presidente, Fatoumata Diallo Tambajan, e diversas personalidades.

Centenas de pessoas esperavam em festa nas ruas a chegada do novo presidente, sob um forte esquema de segurança, em um dia considerado como "histórico" e no qual muitos cidadãos vestiam camisetas com o lema "Gâmbia has decided" (A Gâmbia decidiu).

O país africano põe assim fim à crise política após o ex-presidente Yahya Jammeh, que governou durante os últimos 22 anos, se recusar a ceder o poder ao presidente eleito, que volta do exílio para formar governo.

A recusa de Jammeh motivou o refúgio de Barrow no Senegal, onde inclusive fez juramento como novo presidente em cerimônia realizada no dia 19 de janeiro na embaixada da Gâmbia em Dacar.

Barrow nomeou na última segunda-feira vice-presidente Fatoumata Diallo Tambajan, uma figura de destaque na oposição a Jammeh, e espera-se que forme governo nos próximos dias.

O ex-presidente Yahya Jammeh entregou na sexta-feira o poder a Adama Barrow, eleito nas urnas em 1º de dezembro, após ceder às pressões diplomáticas e à ameaça de intervenção militar de um bloco de países da África Ocidental, e finalmente deixou o país para se exilar na Guiné Equatorial.

As forças da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) seguem desdobradas na Gâmbia para garantir a segurança dos cidadãos e do próprio presidente.

Barrow manifestou seu desejo de manter estas forças regionais por mais seis meses na Gâmbia. No entanto, a Cedeao prefere uma duração mais curta, segundo o presidente da organização, Marcel Alain de Souza.

A entrada de um contingente militar da Cedeao e a mediação dos presidentes de Guiné e Mauritânia conseguiram convencer o ditador gambiano, que governou com mão de ferro o país nas últimas duas décadas.

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