Putin propõe que Rússia desenvolva armas robóticas

Moscou, 26 jan (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs nesta quinta-feira à indústria armamentista de seu país que desenvolva armas robóticas, capazes de "mudar de forma fundamental todo o sistema de armamento para as forças armadas (convencionais)".

"Os complexos robóticos autônomos são uma via de futuro muito importante", disse o chefe do Kremlin em reunião da comissão industrial-militar russa.

Os desenvolvimentos no âmbito dos armamento destinados às forças armadas convencionais, acrescentou Putin, "devem levar em conta os conflitos potenciais" e a situação atual neste terreno "tanto no mundo como em nosso país".

"É preciso analisar com profundidade a experiência prática no emprego do armamento e da tecnologia militar, inclusive a obtida em combate tanto por nós como por outros países", ressaltou.

Por outro lado, Putin destacou que a indústria deve prestar especial atenção em criar e melhorar o equipamento para as tropas de infantaria, já que "seu papel nos possíveis conflitos armados é muito importante".

"Nosso objetivo é dotá-los das melhores armas, de armamento moderno, para elevar substancialmente seu potencial de combate", assegurou.

A mobilidade e a capacidade de desdobrar-se em qualquer ponto do planeta no prazo mais breve possível é fundamental para a capacidade de atuação da infantaria, indicou Putin.

No meio do que parece a volta à dialética da guerra fria entre Rússia e Ocidente - pelo menos até a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos -, Moscou e a Otan reforçaram sua presença militar nas fronteiras entre este país e Europa Oriental.

No entanto, em sua tradicional entrevista coletiva anual realizada em dezembro do ano passado, Putin descartou entrar em uma corrida armamentista com Ocidente, entre outras coisas para "não gastar recursos que não temos".

Por outro lado, alguns países europeus, sobretudo Polônia e as três repúblicas bálticas, veem sua segurança ameaçada após a decisão do Kremlin de anexar a península da Crimeia e de apoiar os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia.

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