Clube denuncia em Istambul censura a escritores e jornalistas

Istambul, 27 jan (EFE).- Uma delegação de 23 escritores membros do clube PEN Internacional, a maior na história da entidade, denunciou nesta sexta-feira em Istambul a censura e perseguição em massa judicial de escritores e jornalistas na Turquia.

O escritor espanhol Carles Torner, diretor-executivo do PEN, ressaltou em uma conversa com a Agência Efe o clima de intimidação em massa após o golpe de Estado fracassado de julho passado, que aplacou várias vozes críticas e causou o fechamento de 150 meios de comunicação.

Ele lembrou que a Turquia é atualmente o país com mais jornalistas presos do mundo, com 151 informadores atrás das grades.

"Condenamos a tentativa de golpe, mas denunciamos também que não se deve abusar do estado de emergência para aplacar os escritores", disse a escritora mexicana Jennifer Clément, presidente do PEN Internacional, em entrevista coletiva realizada hoje em Istambul.

A delegação chegou à Turquia há vários dias e depois de se reunir em Ancara com altos cargos do governo, foi ontem em Istambul à prisão de Silivri, onde estão presos vários jornalistas e escritores.

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