Cidadãos de países vetados por Trump com "green card" precisarão de isenção

Washington, 28 jan (EFE).- Os cidadãos dos sete países de maioria muçulmana vetados de entrar nos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump que tenham o cartão de residência permanente ("green card") e estejam fora do país precisarão de uma isenção do consulado americano para retornar, informou o governo neste sábado.

Segundo os jornalistas que cobrem a Casa Branca, a medida foi esclarecida por um funcionário do governo neste sábado, após Trump ter assinado na sexta-feira uma ordem executiva para combater o terrorismo jihadista.

O decreto suspende tanto a entrada de todos os refugiados durante 120 dias como a concessão durante 90 dias de vistos a sete países de maioria muçulmana com histórico terrorista - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã - até que sejam estabelecidos novos mecanismos de apuração.

Os cidadãos que tenham o "green card" - que garante o direito a trabalhar e, posteriormente, a cidadania - que estejam fora dos EUA necessitarão uma isenção para poder voltar ao território americano.

Esse processo, cuja duração se desconhece, se desenvolverá caso a caso, segundo o funcionário, que ressaltou que essas pessoas deverão passar por uma entrevista no consulado dos EUA antes de deixarem seus países.

Segundo cálculos do site "ProPublica" baseados em dados estatísticos, cerca de 500 mil cidadãos desses sete países receberam um "green card" durante a última década.

Um grupo de advogados entrou com uma ação na justiça em Nova York neste sábado contra a ordem aprovada na sexta-feira por Trump, ao considerá-la inconstitucional.

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