KLM devolve a países de origem 2 passageiros que viajavam de Amsterdã aos EUA

Haia, 28 jan (EFE).- Dois passageiros que embarcaram no Oriente Médio e faziam conexão em Amsterdã para voar aos Estados Unidos foram devolvidos aos países de origem neste sábado, informaram à Agência Efe representantes da companhia aérea KLM.

Segundo as fontes, eles "não teriam permissão para entrar" no país de destino devido ao veto anunciado na sexta-feira pelo presidente americano, Donald Trump.

"Tivemos que informá-los no aeroporto e oferecer uma passagem a eles outra vez", explicaram as fontes.

Outros cinco passageiros da KLM que deviam fazer conexão na capital holandesa, mas que ainda não tinham embarcado em seus respectivos países, também foram convidados a perder a viagem.

"Os Estados Unidos informaram nesta manhã a todas as companhias aéreas, não só a KLM, que os passageiros procedentes de sete países do Oriente Médio não poderiam entrar", lembraram as fontes da companhia aérea.

"Nós os informamos que não era útil ir aos Estados Unidos porque teriam sido barrados ao chegar. O esforço de voar até lá teria sido totalmente inútil", explicou a companhia.

O veto a esses sete passageiros se deve às medidas adotadas pelo presidente americano para "proteger o país da entrada de terroristas estrangeiros", segundo Trump disse durante uma visita ao Pentágono, em Washington.

Trump assinou uma ordem executiva que suspende a emissão de vistos para pessoas procedentes de Irã, Síria, Iraque, Somália, Sudão, Iêmen e Líbia, países de maioria muçulmana. Em princípio, este veto durará até que sejam estabelecidas medidas de "apuração extrema".

Em um primeiro momento, a equipe de Trump não revelou o conteúdo detalhado da ação executiva, mas veículos da imprensa americana anteciparam que inclui a suspensão da entrada de todos os refugiados no país durante 120 dias e a de refugiados sírios indefinidamente.

"Vou estabelecer novas medidas de vigilância para manter os terroristas radicais islâmicos fora dos Estados Unidos. Não os queremos aqui", declarou Trump.

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