Merkel descarta acordo migratório com a Líbia como o assinado com a Turquia
Berlim, 28 jan (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, descartou neste sábado a possibilidade de assinar agora com a Líbia um acordo similar ao pactuado entre a União Europeia (UE) e a Turquia para frear a chegada de refugiados, mas insistiu em reivindicar "solidariedade" a seus sócios de bloco na amparada de solicitantes de asilo.
"Certamente queremos solucionar a imigração ilegal, também pelo bem dos refugiados", declarou Merkel em sua mensagem semanal de vídeo, na qual lembrou que no ano passado 4.000 refugiados morreram no Mediterrâneo, a maioria no trajeto entre Líbia e Itália.
Segundo a chanceler, é preciso cooperar com esse país norte-africano, "mas, por enquanto, não se dá uma situação que permita um acordo similar ao assinado com a Turquia", argumentou, em relação à possibilidade de repatriar esses imigrantes à Líbia.
Um acordo nesse sentido só poderia ser cogitado "se a situação na Líbia melhorar, se houver um governo de unidade que realmente seja de unidade e que controle todo o país, e se for possível abordar a questão humanitária sob padrões parecidos", enumerou.
Merkel fez estas considerações em sua mensagem, centrada desta vez na próxima cúpula da UE em Malta, na qual insistiu em reivindicar a seus sócios maior compromisso na amparada de refugiados, apesar de reconhecer seu ceticismo em conseguir esse objetivo.
"É uma situação difícil", admitiu, mas ressaltando que é preciso seguir lutando para que "cada um contribua para uma repartição solidária", o que pode ser feito por diferentes caminhos, seja protegendo melhor as fronteiras exteriores da UE, seja através da ajuda ao desenvolvimento.
A mensagem da chanceler é divulgada após seu encontro de ontem com o presidente francês, François Hollande, preparatório para a cúpula da UE, em que ambos líderes destacaram os "grandes desafios internos e externos" enfrentados pela União Europeia.
"Certamente queremos solucionar a imigração ilegal, também pelo bem dos refugiados", declarou Merkel em sua mensagem semanal de vídeo, na qual lembrou que no ano passado 4.000 refugiados morreram no Mediterrâneo, a maioria no trajeto entre Líbia e Itália.
Segundo a chanceler, é preciso cooperar com esse país norte-africano, "mas, por enquanto, não se dá uma situação que permita um acordo similar ao assinado com a Turquia", argumentou, em relação à possibilidade de repatriar esses imigrantes à Líbia.
Um acordo nesse sentido só poderia ser cogitado "se a situação na Líbia melhorar, se houver um governo de unidade que realmente seja de unidade e que controle todo o país, e se for possível abordar a questão humanitária sob padrões parecidos", enumerou.
Merkel fez estas considerações em sua mensagem, centrada desta vez na próxima cúpula da UE em Malta, na qual insistiu em reivindicar a seus sócios maior compromisso na amparada de refugiados, apesar de reconhecer seu ceticismo em conseguir esse objetivo.
"É uma situação difícil", admitiu, mas ressaltando que é preciso seguir lutando para que "cada um contribua para uma repartição solidária", o que pode ser feito por diferentes caminhos, seja protegendo melhor as fronteiras exteriores da UE, seja através da ajuda ao desenvolvimento.
A mensagem da chanceler é divulgada após seu encontro de ontem com o presidente francês, François Hollande, preparatório para a cúpula da UE, em que ambos líderes destacaram os "grandes desafios internos e externos" enfrentados pela União Europeia.
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