Rússia espera resultados "positivos" de primeiro contato entre Putin e Trump

Moscou, 28 jan (EFE).- A Rússia espera resultados "positivos" da conversa telefônica que terão neste sábado os presidentes russo, Vladimir Putin, e americano, Donald Trump, naquele que será seu primeiro contato desde que o segundo chegou à Casa Branca.

"Esperamos resultados. Eu acho que tudo será positivo", disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, à agência "Interfax".

Putin e Trump, que trocaram vários elogios nos últimos meses, conversarão hoje às 20h (horário local, 15h de Brasília), segundo fontes oficiais russas.

O presidente russo se reuniu ontem com seu Estado Maior para preparar dita conversa na qual abordarão assuntos da agenda bilateral e internacional, especialmente a luta contra o terrorismo jihadista, uma prioridade para ambas partes.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, descartou que ambos se encontrem em breve, alegando que Trump estará ocupado em suas primeiras semanas no cargo em assuntos internos.

"Esperemos sua conversa telefônica. Dependerá de ambos chefes de Estado", disse.

Quando Putin telefonou para seu homólogo americano para felicitá-lo por sua vitória eleitoral de 8 de novembro, ambos já advogaram por melhorar as abaladas relações entre Washington e Moscou, que se encontram em seu ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria.

Ambos compartilham suas críticas ao ex-presidente americano Barack Obama, que aprovou pouco antes de deixar o cargo uma nova série de sanções contra o Kremlin por sua suposta ingerência nas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

A esse respeito, Trump afirmou ontem em entrevista coletiva conjunta com a primeira-ministra britânica, Theresa May, que é "cedo demais" para falar sobre a possibilidade que Washington suspenda as sanções contra a Rússia.

No entanto, uma de suas assessoras mais próximas, Kellyanne Conway, garantiu ontem que o presidente americano avalia suspender ditas sanções, que foram impostas originalmente após a anexação da península ucraniana da Crimeia de março de 2014.

Dias antes que Trump assumisse o cargo, Putin lhe defendeu das críticas do governo de Obama e pôs em dúvida que tivesse se encontrado com prostitutas em um hotel de Moscou, como informou a imprensa americana.

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