Chefe de gabinete de Trump diz que veto não afeta residentes permanentes

Washington, 29 jan (EFE).- Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que o veto temporário à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana não afetará as pessoas que possuem o cartão de residente permanente ("green card"), embora possam ser submetidas a uma apuração maior.

Em declarações ao programa "Meet the Press" da emissora "NBC", Priebus explicou que a medida "não inclui possuidores de um 'green card'", que têm o direito de morar e trabalhar nos EUA e posteriormente à cidadania. Essas pessoas não serão impedidas de retornar ao território americano.

No entanto, o chefe de gabinete detalhou que o veto terá um impacto nos residentes "vão e vêm" a esses países, pois estarão "sujeitos a uma maior apuração".

Questionado se os cidadãos americanos também podem sofrer o impacto desse bloqueio, Priebus respondeu que dependerá da "autoridade discricionária" dos funcionários do governo.

"Se for um cidadão que vem e vai à Líbia (um dos países vetados), é provável que o submetam a mais perguntas quando chegar ao aeroporto", explicou.

Priebus pareceu contradizer um funcionário do governo que disse no sábado que os residentes necessitarão uma isenção do consulado dos EUA para retornar. Segundo esse funcionário, o processo será desenvolvido caso a caso e essas pessoas deverão passar por uma entrevista no consulado dos EUA antes de saírem de seus países.

Trump causou enorme polêmica, dentro e fora dos Estados Unidos, com a ordem executiva que assinou na sexta-feira passada para combater o terrorismo jihadista.

O decreto suspende tanto a entrada de todos os refugiados durante 120 dias como a concessão durante 90 dias de vistos a sete países de maioria muçulmana com histórico terrorista (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã) até que sejam estabelecidos novos mecanismos de vigilância.

Segundo cálculos do site "ProPublica" baseados em dados estatísticos, cerca de 500 mil cidadãos desses sete países receberam um "green card" durante a última década.

O veto provisório provocou caos e indignação no sábado, quando vários viajantes foram barrados ao chegarem aos EUA e geraram protestos em vários aeroportos americanos.

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