May ordena ministros a discutirem medidas migratórias com EUA

Londres, 29 jan (EFE).- A primeira-ministra britânica, Theresa May, ordenou neste domingo aos ministros das Relações Exteriores, Boris Johnson, e Interior, Amber Rudd, que discutam com os Estados Unidos sobre as novas medidas migratórias impostas pelo governo americano, informou Downing Street neste domingo.

May, que na sexta-feira se reuniu em Washington com o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos dois ministros para que falem por telefone com os colegas americanos após a reação provocada pelo decreto contra cidadãos de vários países muçulmanos.

A líder britânica manteve realizou uma teleconferência para passar essas instruções a Johnson e Rudd, principalmente de modo a avaliar o impacto que as medidas podem ter em refugiados e muçulmanos, além de cidadãos britânicos, muitos deles com dupla cidadania de países vetados.

A política de Trump suspende tanto a entrada de refugiados durante 120 dias como a concessão durante 90 dias de vistos a cidadãos com passaportes da Líbia, Sudão, Iraque, Somália, Síria, Iêmen e Irã, países com histórico terrorista, até que sejam estabelecidos novos mecanismos de apuração.

Segundo a imprensa britânica, a medida do governo evidencia a seriedade da primeira-ministra sobre este assunto e mostrar sua determinação para dar uma resposta ao incômodo expressado por britânicos que possam ser afetados.

Em sua conta no Twitter, Johnson classificou como "divisório" e "errado" o veto imposto por Trump e o criticou por "estigmatizar" pessoas por causa da nacionalidade.

"Vamos proteger os direitos e liberdades dos cidadãos do Reino Unido, aqui e no exterior. É divisório e errado estigmatizar pela nacionalidade", escreveu o chefe da diplomacia do Reino Unido, país tradicionalmente aliado dos EUA.

A medida de Trump afeta o atleta e campeão olímpico Sir Mo Farah, nascido na Somália, mas com nacionalidade britânica, que teme que não poder entrar nos EUA, onde vivem seus filhos e onde costuma treinar.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, o primeiro muçulmano a chegar ao cargo, considerou "vergonhosa" e "cruel" a política de Trump e disse que o decreto prejudica "os valores de liberdade e tolerância sobre os quais os Estados Unidos foram construídos".

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