Pedido britânico contra visita de Trump reúne mais de 80 mil assinaturas

Londres, 29 jan (EFE).- Um pedido público para impedir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faça uma visita oficial ao Reino Unido neste ano já reuniu mais de 80 mil assinaturas.

A solicitação, postada em uma site de pedidos ao governo e ao parlamento, afirma que se deve autorizar que Trump entre no Reino Unido na qualidade de chefe do governo dos EUA, mas que "não deveria ser convidado a fazer uma visita de Estado porque provocaria uma situação de vergonha a Vossa Majestade a Rainha".

A solicitação, que se superar as 100.000 assinaturas deverá ser debatida pelos deputados no parlamento, foi postada por conta da controvérsia causada por Trump ao impor novas medidas migratórias que veta a entrada nos EUA de cidadãos de vários países com população muçulmana.

"A bem documentada misoginia e vulgaridade de Donald Trump lhe desqualificam para ser recebido por Vossa Alteza a Rainha ou pelo príncipe Charles. Portanto, durante seu mandato presidencial, Donald Trump não deveria ser convidado ao Reino Unido para uma visita oficial de Estado", destaca o pedido.

O líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, disse hoje que a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Reino Unido deveria ser cancelada até que a política migratória seja suspensa.

Em entrevista à emissora "ITV', o líder do principal partido da oposição britânica afirmou que não está de acordo em que se receba o presidente dos Estados Unidos enquanto acontecem "estes horríveis ataques aos muçulmanos".

Trump provocou comoção ao impor um veto temporário ao ingresso em seu país de refugiados e imigrantes de sete nações com população muçulmana (Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen).

A primeira-ministra britânica, Theresa May, convidou Trump na sexta-feira a visitar o Reino Unido este ano, em uma data ainda não definida, para se reunir com a rainha Elizabeth II.

Hoje, após May retornar da Turquia, a residência oficial de Downing Street informou que a premiê não estava de acordo com a proibição temporária imposta por Trump à entrada de cidadãos e refugiados de vários países de maioria muçulmana.

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