Trump insiste que veto a países não é "proibição contra muçulmanos"

Washington, 29 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu neste domingo que o veto temporário à entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana não é uma "proibição contra os muçulmanos" com o argumento de que há "mais de 40 países" similares no mundo que não estão afetados pela medida.

"Para ser claro, isto não é uma proibição contra os muçulmanos, como os veículos de imprensa informaram de maneira falsa", afirmou o presidente em comunicado emitido pela Casa Branca.

O governante expressou essa ideia no sábado, em breve comentário perante os jornalistas, durante a assinatura de novas medidas no Salão Oval, mas a polêmica não deixou de aumentar desde então nos EUA e no resto do mundo.

Trump assinou na sexta-feira um polêmico decreto que suspende a entrada de todos os refugiados durante 120 dias e a concessão de vistos durante 90 dias a sete países de maioria muçulmana com histórico terrorista (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã) até que sejam estabelecidos novos mecanismos de vigilância.

"Isto não é sobre a religião. Isto é sobre o terrorismo e para manter o nosso país seguro. Minha política é similar ao que o presidente (Barack) Obama fez em 2011, quando proibiu os vistos para refugiados do Iraque durante seis meses", argumentou.

Segundo Trump, "os sete países nomeados na ordem executiva são os mesmos países previamente identificados pelo governo de Obama como fontes de terrorismo".

O líder ressaltou que os EUA voltarão a "emitir vistos a todos os países quando tiver a certeza que revisou e implementou as políticas mais seguras durante os próximos 90 dias".

"Tenho um sentimento tremendo pelas pessoas envolvidas na horrorosa crise humanitária na Síria. Minha primeira prioridade será sempre proteger e servir nosso país, mas como presidente encontrarei formas de ajudar aqueles que estão sofrendo", comentou.

O veto provisório gerou indignação no mundo todo no sábado, enquanto vários viajantes foram barrados ao chegarem a aeroportos nos Estados Unidos.

Uma juíza federal bloqueou na noite de sábado parte do polêmico veto, em resposta a uma ação judicial da União para as Liberdades Civis na América (ACLU) contra a ordem executiva de Trump, que questionou sua constitucionalidade.

A juíza Ann M. Donnelly, do Tribunal do Distrito Federal de Brooklyn (Nova York), considerou que os refugiados e outras pessoas afetadas pela medida que já chegaram a aeroportos americanos não podem ser deportados aos países de origem. Após a sentença, juízes federais de Virgínia, Seattle e Boston tomaram decisões similares. EFE

pa/vnm

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