Fillon e esposa prestam depoimento por suposto emprego fictício

Paris, 30 jan (EFE).- O candidato conservador à presidência da França, François Fillon, e sua esposa, Penelope, foram interrogados pela polícia nesta segunda-feira, como parte da investigação aberta pelos supostos empregos fictícios da mulher do político, informou a rede de televisão "BFMTV".

Fillon e Penelope chegaram à sede da polícia financeira, em Nanterre, nos arredores de Paris, e prestaram depoimentos separadamente.

A Procuradoria Nacional Financeira iniciou uma investigação preliminar na quarta-feira passada, horas após o semanário "Le Canard Enchainé" publicar que Penelope Fillon teve empregos fictícios, o primeiro como assistente parlamentar do marido e do deputado que o substituiu, pelo qual recebeu 500 mil euros brutos de dinheiro público em oito anos.

O segundo foi como assistente literária em "La Revue des Deux Mondes", revista de Marc Ladreit de Lacharrière, empresário próximo ao líder da direita.

Fillon, que argumentou que não foram empregos fictícios e que Penelope exerceu os trabalhos para os quais foi contratada, tinha pedido para depor rapidamente e no fim de semana passado antecipou que só daria explicações à justiça e não à imprensa.

Antes dos depoimentos do casal Fillon, os agentes do Departamento Central de Luta contra as Infrações Financeiras e Fiscais (OCLCIFF) tinha interrogado na sexta-feira passada Michel Crépu, que tinha sido diretor de "La Revue des Deux Mondes".

Crépu disse que não sabia que Penelope Fillon (contratada entre maio de 2012 e dezembro de 2013 com um salário de cinco mil euros brutos ao mês) tinha trabalhado como assistente literária e que só tinha recebido de sua parte duas resenhas de livros.

Os policiais interrogaram na sexta-feira a jornalista Christine Kelly, biógrafa de Fillon, e nesta manhã Marc Ladreit de Lacharrière.

A Procuradoria Nacional Financeira tenta estabelecer se houve desvio de recursos públicos, abuso de bens sociais e receptação. A investigação preliminar da justiça pode dar lugar ao arquivamento do processo, à abertura de uma instrução com um juiz ou ao envio direto das pessoas envolvidas a julgamento.

Fillon, que se considera vítima de um ataque para dificultar sua campanha eleitoral pelo Palácio do Eliseu, para a qual até agora era o favorito, disse ter a intenção de seguir em frente com a candidatura e que só desistirá da disputa se for acusado.

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