Iraque pede que Trump reconsidere veto a entrada de muçulmanos nos EUA

Bagdá, 30 jan (EFE).- O governo do Iraque pediu nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revise o veto que proíbe os cidadãos de sete países muçulmanos, entre eles iraquianos, de entrarem no território americano.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Iraque disse que é "preciso" que o novo governo de Trump "reconsidere essa decisão equivocada".

"O verdadeiro desejo do Iraque é reforçar a associação estratégica entre os dois Estados e aumentar os horizontes de cooperação na luta contra o terrorismo, na economia e em tudo aquilo que sirva aos interesses comuns", indicou a nota.

O governo do Iraque expressou "pesar e surpresa" pela decisão que veta os cidadãos que têm passaportes da Líbia, Sudão, Iraque, Somália, Síria, Iêmen e Irã de entrar nos EUA.

"É muito lamentável uma decisão como essa em direção a um país aliado, que representa uma associação estratégica com os EUA, coincidindo, além disso, com as vitórias obtidas por nossos valentes combatentes, com o apoio da coalizão internacional, contra os grupos terroristas do Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) na batalha de Mossul", completou o comunicado.

Desde o início da ofensiva para expulsar o Estado Islâmico de Mosul em setembro, a coalizão internacional, liderada pelos EUA, auxiliou as tropas iraquianas.

O secretário de Defesa durante o governo de Barack Obama, Ashton Carter, afirmou que o país conta com 58 mil pessoas no Oriente Médio. Do total, 5 mil estão no Iraque e na Síria.

Por esse motivo, o governo do Iraque mostrou novamente "surpresa pela decisão", ressaltando que o país não "exporta terroristas" nem o pensamento extremista dos sunitas.

"Reiteramos a boa reputação das comunidades iraquianas presentes tanto nos EUA como no Iraque, e em outros países, e que os membros dessas comunidades não estão envolvidos em nenhuma ação ou atividade terrorista", disse a nota do Ministério das Relações Exteriores.

O parlamento do Iraque pediu hoje que o governo do país atue em reciprocidade diante da decisão dos EUA e votou recomendações apresentadas pela Comissão Parlamentar de Relações Exteriores.

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