Otan investiga suposto lançamento de mísseis balísticos pelo Irã

Bruxelas, 31 jan (EFE).- A Otan investiga o suposto lançamento de mísseis balísticos feito pelo Irã este fim de semana, indicou o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, que garantiu que a Aliança continuará desenvolvendo sua própria defesa de mísseis contra ameaças externas.

"Estamos investigando a natureza do que aconteceu, os detalhes que cercam o lançamento de mísseis balísticos. Agora, não posso fazer comentários sobre os detalhes desse incidente. O que posso dizer é que a Otan continua desenvolvendo seu sistema defensivo de mísseis balísticos porque vemos que diferentes nações, incluído o Irã, estão desenvolvendo diferentes tipos de mísseis balísticos, e testando e reforçando seus sistemas. Isso só evidencia que a Otan tem que continuar desenvolvendo nosso sistema de defesa de mísseis balísticos", disse Stoltenberg, em entrevista coletiva ao lado do presidente da Bulgária, Rumen Radev.

A resolução 2231 da Organização das Nações Unidas (ONU) proíbe o Irã de fazer testes com mísseis com capacidade nuclear.

Stoltenberg reforçou que a defesa de mísseis balísticos da Aliança "não é dirigida à Rússia, mas contra ameaças que vêm de fora da área euro-atlântica".

"Anteriormente, oferecemos à Rússia trabalhar juntos nisto e ela recusou. A Otan seguiu desenvolvendo seu sistema, que é defensivo", disse.

Perguntado pelas sanções internacionais impostas à Rússia por seu papel na crise separatista no leste da Ucrânia, o político norueguês disse que "são parte da resposta de muitos países às ações agressivas da Rússia contra a Ucrânia".

"São decisões da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros países, não da Otan, mas os apoio e comemoro", indicou.

Sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Stoltenberg afirmou que falou com ele quando foi eleito e, recentemente, com o secretário de Defesa americano, James Mattis.

"A mensagem é a mesma, continuam comprometidos com a Otan, com o vínculo transatlântico", afirmou, destacando que "agora vemos que os Estados Unidos estão aumentando sua presença na Europa", que conta com um "forte apoio bipartidário no Congresso" americano, se referindo ao desdobramento de uma nova brigada, mais treinamentos e pré-posicionamento de equipamentos pesados dos Estados Unidos em território europeu.

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