Parlamento britânico debaterá cancelamento da visita de Trump ao Reino Unido

Londres, 31 jan (EFE).- O parlamento britânico debaterá no dia 20 de fevereiro se a visita de Estado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ser cancelada, depois que mais de 1,6 milhão de pessoas manifestaram oposição pela internet.

No mesmo dia, os deputados deverão analisar um pedido popular contrário, que também obteve 100 mil assinaturas, número necessário para que seja visto pela Câmara dos Comuns, conforme informou o parlamento nesta terça-feira.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, convidou Trump para visitar seu país durante a viagem que fez a Washington na última sexta-feira. A decisão gerou muitas críticas, principalmente, por causa do veto migratório aplicado pelo líder republicano.

Aproximadamente, 1,6 milhão de pessoas colocaram seus nomes em um pedido que diz que Trump poderia visitar o Reino Unido "na qualidade de chefe de governo dos Estados Unidos", mas não fazer uma visita de Estado, já que isso causaria "constrangimento" à rainha Elizabeth II, que seria a anfitriã.

De acordo com Graham Guest, a britânico que abriu a petição, "as bem documentadas vulgaridades e misoginias de Trump o desqualificam para que ser recebido por sua majestade, a rainha, ou o príncipe de Gales", diz o pedido, cuja data limite para a recolher assinaturas é 29 de maio.

Em 20 de fevereiro, os deputados britânicos debaterão também outro pedido feito através da internet e que já tem mais de 120 mil assinaturas. Nessa outra proposta, Trump deve sim ser convidado para visitas de Estado porque "é líder em um mundo livre e o Reino Unido é um país que apoia a liberdade de expressão e não acredita que pessoas que opinam diferente devam ser amordaçadas".

A visita de Trump ao Reino Unido, em uma data ainda a ser definida, suscitou uma tempestade política neste país, onde a oposição pediu o cancelamento da visita após o veto migratório imposto pelos Estados Unidos a cidadãos de sete países de maioria muçulmana e também pelos comentários do presidente americano sobre tortura e mulheres.

Deputados de todos os partidos pediram ainda aos líderes das duas câmaras parlamentares, Comuns e dos Lordes, que impeçam que Trump se dirija ao parlamento no histórico Palácio de Westminster Hall durante uma eventual visita ao país. Os deputados consideram que não seria apropriado o líder americano se dirigir às duas câmaras parlamentares do mesmo lugar usado em 1996 pelo então presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ou onde foi velado o ex-primeiro-ministro conservador Winston Churchill e membros da família real.

Apesar das críticas recebidas, May reafirmou que o convite a Trump "está mantido" e assegurou que é "muito contente" receber o presidente americano, com quem ela pretende manter uma "relação especial" para o bem de ambos os países.

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