Turquia denuncia xenofobia após decreto de Trump contra 7 países muçulmanos

Ancara, 31 jan (EFE).- O vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus, disse nesta terça-feira que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de proibir a emissão de vistos de sete países de maioria muçulmana é muito ofensiva e está marcada pela xenofobia e a islamofobia.

"Infelizmente, sou da opinião que o aumento da islamofobia, a xenofobia e os sentimentos contra os imigrantes têm um grande peso nesta decisão", indicou o vice-premiê ao ser questionado pelo jornal "Habertürk" sobre a ordem executiva do novo presidente dos EUA.

"Tomar essa medida em um país como os EUA, onde coexistem diferentes grupos étnicos e religiosos, é muito ofensivo, não está certo. A ordem é ilícita e inaceitável", destacou.

"É uma decisão discriminatória. Espero que a corrijam", completou o vice-primeiro-ministro, que ressaltou que nenhum cidadão pode ser considerado terrorista por causa de sua nacionalidade.

Trump assinou na última sexta-feira uma ordem executiva que suspende por 90 dias a concessão de vistos a todos cidadãos da Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã, todos países de maioria muçulmana. Além disso, a ordem suspende o amparo de todos os refugiados durante 120 dias, com o argumento de evitar a entrada de elementos radicais ou perigosos.

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, já falou sobre o assunto no fim de semana, apesar de não ter mencionado Trump expressamente. Ele disse que o problema dos refugiados e da imigração não pode ser resolvidos com a construção de muros ou fechando as portas para os que fogem de zonas de conflito.

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