Casa Branca põe Irã de "sobreaviso" por teste com mísseis

Washington, 1 fev (EFE).- A Casa Branca advertiu nesta quarta-feira ao Irã que o recente teste com mísseis de médio alcance e o ataque contra um navio de guerra saudita por parte de seus aliados iemenitas são passos equivocados que minam a segurança no Oriente Médio.

"Colocamos o Irã oficialmente sobreaviso", afirmou Michael Flynn, assessor de Segurança Nacional do presidente americano, Donald Trump, em um breve discurso na sala de imprensa da Casa Branca.

"A administração de Trump condena estas ações por parte do Irã que minam a segurança, a prosperidade e a estabilidade no Oriente Médio e além, e põem as vidas de americanos em perigo", acrescentou Flynn.

O assessor de Trump fez esses comentários um dia após a embaixadora americana perante a ONU, Nikki Haley, considerar "absolutamente inaceitável" o teste com mísseis balísticos efetuado pelo Irã e prometer que seu país atuará em resposta.

No último domingo, o Irã realizou um teste com um míssil de médio alcance que explodiu após percorrer cerca de mil quilômetros, enquanto na segunda-feira os houthis xiitas, rebeldes iemenitas armados pelo Irã, bombardearam com sucesso uma fragata saudita no Mar Vermelho.

Flynn assegurou hoje que o Irã "segue ameaçando amigos dos Estados Unidos e seus aliados na região", e lembrou que a nova administração de Donald Trump considera que os acordos com Teerã, alcançados durante o governo de Barack Obama, são "frágeis e não efetivos".

"Ao invés de agradecer aos Estados Unidos por estes acordos, o Irã se mostra desafiante. Hoje colocamos o Irã oficialmente sobreaviso", disse Flynn ao início da entrevista coletiva diária da Casa Branca.

Flynn lembrou que Trump criticou o acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear do Irã em troca de suspensão de sanções, algo que está por um fio com o novo governo americano e que poderia devolver a Teerã e Washington a uma inimizade mais direta.

O assessor de Segurança Nacional lembrou que o teste balístico de Teerã é uma violação da resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, que proíbe testes que possam ser aplicados para disparar ogivas nucleares.

No entanto, o Irã garante que o teste não viola o acordo para assegurar o uso civil do programa nuclear iraniano estipulado entre todos os membros do Conselho de Segurança, além da Alemanha.

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