Emirados Árabes Unidos afirmam que veto de Trump não é dirigido contra islã

Abu Dhabi, 1 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed al-Nahyan, afirmou que o veto de viajar aos Estados Unidos aos cidadãos de sete países de maioria muçulmana é uma decisão "soberana" do governo americano e "não é dirigido contra o islã".

O ministro fez essas declarações em entrevista coletiva ao lado de seu homólogo russo, Sergei Lavrov, que está em visita oficial nos EAU.

"Não há dúvida de que os Estados têm o direito de tomar decisões soberanas e os EUA tomaram essa decisão nesse sentido", destacou o chefe da diplomacia emiradense.

Além disso, Al-Nahyan ressaltou que a ordem executiva adotada na última sexta-feira é "temporária e será revisada", e que a maior parte dos muçulmanos não foi afetada.

"Há tentativas de dar a entender que a decisão é contra uma religião em particular, mas isso não é certo", reforçou o ministro.

A medida assinada por Trump suspende durante 90 dias a concessão de vistos e a entrada nos EUA a todos os cidadãos de Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen, e freia o amparo a refugiados durante 120 dias.

O veto gerou grandes protestos nos EUA e em outros países ocidentais, enquanto os Estados afetados se manifestaram contra os governos de Iêmen, Iraque e Sudão.

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