Kiev denuncia ataque russo contra avião militar de transporte ucraniano

Kiev, 1 fev (EFE).- Um avião militar de transporte ucraniano foi baleado nesta quarta-feira desde as torres russas de extração de gás natural e petróleo situadas em águas da anexada Crimeia, no Mar Negro, denunciou o ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak.

"No dia 1º de fevereiro, durante um voo de instrução sobre a zona econômica exclusiva da Ucrânia, um avião de transporte An-26 da Marinha ucraniana foi baleado desde as torres de extração de gás natural tomadas anteriormente pela Federação da Rússia", escreveu Poltorak no Facebook.

Segundo o titular ucraniano de Defesa, a aeronave "sofreu danos", mas pôde continuar com sua missão, e "ninguém da tripulação ficou ferido".

O ministro não esclareceu, no entanto, se o avião tinha sobrevoado águas territoriais da Crimeia que tanto Rússia como a Ucrânia consideram suas.

Um porta-voz da Frota russa do Mar Negro, encarregada de proteger as instalações de petróleo e gás da Crimeia, qualificou de "mentira" a denúncia da Ucrânia e explicou que o An-26 foi alertado quando se aproximou a muito pouca altura das torres de extração russas.

"A fim de evitar um choque do avião com a torre, um membro do pessoal de segurança da plataforma efetuou quatro disparos com uma pistola de sinalização", explicou o militar russo.

O porta-voz acrescentou que "qualquer um que tivesse em suas mãos uma pistola de sinalização ou fogos sabe que não havia nenhum risco para o avião".

Ao mesmo tempo, a empresa Chernomorneftegaz - que explora a chamada jazida de gás de Odessa em águas da Crimeia - garantiu à agência de notícias russa "RIA Novosti" que não tem informação alguma sobre o incidente.

A denúncia de Kiev coincide com uma brusca escalada de tensão no leste da Ucrânia, onde nos últimos dias aconteceram os combates mais duros em meses entre as forças governamentais e os separatistas pró-Rússia.

Os confrontos armados ocorreram nos arredores de Avdiivka, cidade controlada pelas forças ucranianas e situada a 15 quilômetros ao norte de Donetsk, principal bastião dos separatistas.

Dezenas de soldados ucranianos, segundo dados oficiais de Kiev, morreram nesses combates, embora os rebeldes apresentem números muito maiores para as baixas mortais de seu inimigo.

Moscou acusou o governo de Kiev de provocar o agravamento da situação a fim de sondar a postura do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frente ao conflito no leste da Ucrânia.

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