Otan pede que Rússia atue para conter alta da violência no leste da Ucrânia

Bruxelas, 1 fev (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, voltou a pedir nesta quarta-feira que a Rússia utilize sua "considerável influência" sobre os rebeldes separatistas no leste da Ucrânia para conter o aumento da violência na região.

"Pedimos que a Rússia utilize sua considerável influência sobre os separatistas para pôr fim à violência. Todas as partes devem cumprir seus compromissos com os acordos de Minsk", indicou Stoltenberg em entrevista coletiva.

O ex-primeiro-ministro da Noruega afirmou que atual crescimento da violência é o "mais grave" registrado há algum tempo e que o cessar-fogo não está sendo respeitado.

Mais de 5.600 violações do cessar-fogo foram registradas na semana passada, especialmente em torno da cidade de Adveyevka, de acordo com os últimos dados da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que verifica o cumprimento da trégua.

O secretário-geral da Otan também alertou sobre a situação humanitária de 20 mil pessoas, que sofrem com as baixas temperaturas e estão sem eletricidade e água.

A Rússia exigiu ontem que a Ucrânia interrompa imediatamente as ações militares na região de Donetsk, alertando que o leste do país está à beira de uma catástrofe humanitária.

"Pedimos uma volta urgente ao cessar-fogo e retirada de todo o armamento pesado, proibidos pelos acordos de Minsk. É preciso garantir um acesso livre e seguro a todos os observadores da OSCE na região, o que inclui a fronteira da Rússia", reforçou Stoltenberg.

Os militares ucranianos e as milícias separatistas se acusam mutuamente de violações à trégua. O aumento da violência ameaça jogar por terra os acordos para uma solução pacífica do conflito.

Os confrontos mais graves nos últimos dias foram registrados nos arredores de Adveyevka, cidade controlada pela Ucrânia e que fica a apenas 15 minutos ao norte de Donetsk, um dos principais redutos dos separatistas na região.

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