Republicanos apoiam Fillon e pedem campanha eleitoral limpa

Paris, 1 fev (EFE).- Os Republicanos (centro-direita) manifestaram apoio nesta quarta-feira ao candidato às eleições presidenciais, François Fillon, investigado por suspeitas de fraude, e alertaram a população francesa para cobrar de todos os partidos uma campanha limpa.

Em comunicado, o comitê político do partido denunciou o que chamou de "violência extrema" da imprensa contra Fillon e disse, sem citar nenhum partido ou pessoa, que há adversários que querem que seja esquecido o "saldo calamitoso" de sua gestão privando a campanha eleitoral de um debate de ideias. "Os franceses não devem se deixar roubar na eleição presidencial", destacaram os Republicanos.

Hoje mesmo, Fillon se colocou como vítima de um golpe de Estado institucional promovido pela esquerda - para muitos, em alusão ao Partido Socialista (PS), do presidente François Hollande - e garantiu que não se retirará da corrida pelo Eliseu.

A nota dos Republicanos coincide foi emitida em um dia em que alguns parlamentares do partido puseram em dúvida a idoneidade do candidato.

"Reafirmamos unanimemente o total apoio a François Fillon. A direita e o centro estão unidos e sólidos. É a hora de união e de mobilizar-se para fazer vencer o candidato que encarna o único projeto capaz de unir o país", afirmou o comunicado do comitê, liderado pelo presidente da legenda, Gérard Larcher, e pelo secretário-geral, Bernard Accoyer.

Visto até pouco atrás como favorito para vencer as presidenciais, Fillon recebeu na terça-feira outro golpe contra sua reputação. A revista satírica "Le Canard Enchaîné" fez revelações nas quais aumentam as suspeitas de fraude envolvendo o trabalho de sua esposa, Penelope, na época em que foi assistente parlamentar do marido.

A Justiça francesa investiga se Penelope Fillon embolsou centenas de milhares de euros do Estado como assistente parlamentar do candidato e de outro deputado sem de fato ter exercido a função. Além disso, ela teria trabalhado de fachada como colaboradora literária da revista "Revue Des Deux Mondes", uma das publicações mais antigas da França e ligada à centro-direita.

O escândalo, batizado pela mídia como "Penelope Gate", vem sendo usado nas candidaturas do social liberal Emmanuel Macron e da ultradireitista Marine le Pen, agora apontados pelas pesquisas como favoritos na corrida presidencial.

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