Tunisiano preso na Alemanha é suspeito de atentado no Museu do Bardo em 2015

Berlim, 1 fev (EFE).- A Procuradoria Federal da Alemanha informou nesta quarta-feira que o tunisiano preso em uma operação antiterrorista no país é procurado na Tunísia por envolvimento no atentado de 2015 contra o Museu do Bardo, que matou 22 pessoas e foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

O homem, detido em Frankfurt, no oeste da Alemanha, também é considerado suspeito de ter relação com um ataque ocorrido no início de março na cidade de Ben Guerdan, na fronteira da Tunísia.

Na operação, realizada no estado federado de Hesse, foram presas 16 pessoas, com idades entre 16 e 46 anos. Todos serão interrogados ao longo do dia pelas autoridades da Alemanha.

De acordo com as informações divulgadas até o momento, o tunisiano, de 36 anos, morou na Alemanha entre 2003 e 2013. Depois, ele voltou ao país como solicitante de asilo em agosto de 2015, de acordo com o promotor de Frankfurt, Alexander Badle.

No dia 15 de agosto do mesmo mês, ele foi detido em Frankfurt devido a um mandado de prisão de 20078 por lesão corporal. O suspeito preso preventivamente por 40 dias, prazo máximo no qual as autoridades da Tunísia deveriam ter apresentado os documentos pertinentes para que ele fosse extraditado ao país.

Segundo a Procuradoria Federal da Alemanha, a Audiência Territorial de Frankfurt foi obrigada a libertar o suspeito. Apesar dos reiterados pedidos das autoridades alemãs, a Tunísia não forneceu os documentos necessários no prazo previsto.

Desde que saiu da prisão, o tunisiano foi observado de forma contínua pelo Escritório de Investigação Criminal de Hesse.

"Devido às dimensões da investigação e à necessidade de realizar operações de busca e apreensão paralelamente, a prisão do principal suspeito não pode ser feita antes. Isso colocaria em risco o sucesso da ação", indicou o promotor de Frankfurt em nota.

Inicialmente, Badle tinha informado sobre a prisão de um tunisiano acusado de ser recrutador do Estado Islâmico e de ter criado uma rede de simpatizantes que tinha como objetivo realizar um atentado terrorista na Alemanha.

O promotor explicou que os planos para um ataque ainda estavam em fase preliminar e que não existia um alvo concreto. Por isso, não havia uma ameaça de um atentado iminente.

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