EUA e Coreia do Sul reforçam aliança em resposta a provocações de Kim Jong-un

Seul, 2 fev (EFE).- O novo secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, defendeu nesta quinta-feira um reforço da aliança com a Coreia do Sul para responder aos desafios feitos pelo presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em reunião realizada em Seul, sua primeira missão no exterior.

Mattis iniciou na capital sul-coreana uma viagem de três dias que o levará também ao Japão, as duas primeiras paradas de um membro do governo de Trump no exterior, o que representa um claro gesto do republicano para manter ambos os países como parceiros estratégicos.

Coreia do Sul e Japão esperavam Mattis com certa inquietação diante da imprevisível política externa de Trump. Na campanha eleitoral, o empresário ameaçou retirar as tropas americanas dos dois países devido ao alto custo que elas representam.

O general reformado e agora secretário de Defesa minimizou os temores ao reafirmar o compromisso de Washington com Seul, o que inclui medidas de dissuasão armamentista, como o escudo antimísseis THAAD. Mattis, porém, não deu pistas sobre como o governo Trump irá lidar com o regime de Kim Jong-Un.

Mattis e o diretor do Escritório de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, destacaram durante a reunião a necessidade de dar uma "firme resposta" às futuras provocações de Pyongyang a partir da "cooperação indissolúvel" entre os dois países, informou um comunicado divulgado pela presidência sul-coreana.

"Vamos trabalhar lado a lado. O presidente Trump considera prioritária a aliança entre os dois países", disse Mattis, segundo declarações divulgadas pela agência local "Yonhap".

"Nosso novo governo herda uma forte e prestigiada relação bilateral. Estamos comprometidos a mantê-la e, inclusive, reforçá-la, especialmente diante das provocações que enfrentamos do Norte", destacou Mattis depois de se reunir com o primeiro-ministro e presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn.

Desde o início do ano, a Coreia do Sul ameaçou em várias oportunidades que irá realizar um teste de um míssil balístico intercontinental. Se realizado com sucesso, o lançamento representaria mais um passo no desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de conseguir atingir o território dos EUA.

Os analistas consideram que, para lidar com os programas atômicos e de mísseis de Pyongyang, a Casa Branca deverá escolher entre a negociação, o isolamento, a pressão econômica através de sanções - opção do governo de Barack Obama - e a via militar.

Nesse sentido, Mattis e o chefe da inteligência sul-coreana concordaram em continuar com a instalação de um escudo antimísseis, projetado para interceptar projéteis lançados pela Coreia do Norte. A previsão é que o sistema esteja pronto ainda neste ano.

A decisão, porém, gerou críticas da China e da Rússia, que consideram que os potentes radares do THAAD poderiam servir para obter dados de inteligência de suas bases militares próximas.

O secretário de Estado dos EUA defendeu a necessidade do THAAD devido ao "comportamento provocativo" da Coreia do Norte.

Mattis, que ficará em Seul até amanhã, também se reuniu hoje com o comandante das Forças dos EUA na Coreia do Sul, o general Vicent Brooks, e participou de um jantar oferecido pelo ministro da Defesa do país, Han Min-Koo.

No Japão, o secretário de Estado encontrará com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e a ministra de Defesa, Tomomi Inada.

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