EUA modificam sanções para vender produtos informáticos à Rússia

Washington, 2 fev (EFE).- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos modificou nesta quinta-feira as condições para vender produtos informáticos à Rússia, entre as quais se incluem certas isenções para o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antigo KGB), órgão encarregado de outorgar licenças para importações tecnológicas.

O anúncio do Tesouro provocou especulações sobre o fato de que a medida seja o princípio de uma progressiva suspensão das sanções econômicas à Rússia, algo rejeitado pelo próprio presidente dos EUA, Donald Trump, que comentou em um ato na Casa Branca: "Eu não suavizei nada (em alusão às sanções)".

Esta proibição foi estabelecida em dezembro do ano passado na rodada de sanções aprovadas pelo então presidente, Barack Obama, como resposta às denúncias de ciberataques por parte de Moscou durante a campanha eleitoral americana para favorecer Trump contra a democrata Hillary Clinton.

Além disso, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, minimizou a importância da decisão do Tesouro, ao assinalar que se tratava de uma medida de procedimento habitual.

"É uma prática bastante comum do Departamento do Tesouro, depois que se tenham aplicado sanções, voltar e olhar se fazem falta ou não modificações específicas para o bem de diferentes setores, produtos e serviços", afirmou Spicer em sua entrevista coletiva diária.

O anúncio do Tesouro aconteceu depois que neste sábado Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, tiveram sua primeira conversa telefônica desde que o magnata assumiu o cargo, a qual o americano qualificou como o primeiro passo para melhorar uma relação bilateral que "precisa de regulação".

Apesar de ter afirmado em várias ocasiões previamente que consideraria retirar as sanções se Moscou colaborasse com Washington, Trump assegurou na sexta-feira passada, em uma coletiva conjunta com a primeira-ministra britânica, Theresa May, que as sanções à Rússia deviam prosseguir.

À margem das sanções de dezembro, os Estados Unidos e a União Europeia (UE) impuseram sanções econômicas em 2014 à Rússia, que foram reforçadas em sucessivas rodadas, por anexar a Crimeia e respaldar os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia no conflito civil deste país.

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