Ex-congressista colombiano é libertado após 10 meses sequestrado pelo ELN

Bogotá, 2 fev (EFE).- O ex-congressista colombiano Odín Sánchez, que permaneceu sequestrado durante dez meses pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), confirmou nesta quinta-feira que foi pago o resgate para que ele fosse solto, embora não tenha confirmado detalhes da operação.

"Eu entendo que sim, foi pago, mas não sei quanto", afirmou Sánchez a jornalistas, logo após ser libertado e chegar a Quibdó, sua cidade-natal e capital do departamento (estado) de Chocó.

O político afirmou ainda que a ELN "segue sequestrando e extorquindo" pessoas na localidade.

Sánchez foi libertado em Naonamá, uma região remota na floresta de Chocó. Ele ficou dez meses em cárcere, depois de ter trocado de lugar com o irmão, Patrocinio Sánchez, que foi raptado pela guerrilha e que sofria de graves problemas de saúde.

O ex-congressista disse que é preciso união da sociedade para que "os diabos da ELN" sejam obrigados a iniciar os diálogos de paz e libertem as pessoas que estiverem em seu poder.

No mês passado, a guerrilha havia se comprometido a libertar Sánchez, sequestrado em abril de 2015. Na ocasião, a ELN fez a garantia para poder iniciar em 7 de fevereiro as negociações de paz com o governo do Equador.

Enquanto Sánchez era libertado, uma comissão de guerrilheiros que integram a delegação de paz viajou para a cidade de Girón, no departamento de Santander, para receber dois membros do grupo guerrilheiro que foram indultados pelo governo como parte do processo de paz.

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