Tillerson pede que Departamento de Estado trabalhe em equipe pelo bem dos EUA

Washington, 2 fev (EFE).- O novo secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, pediu nesta quinta-feira que os funcionários de seu Departamento ponham de lado as diferenças pessoais para trabalhar como um "uma equipe" pelo bem do país.

"Não podemos deixar que nossas convicções pessoais anulem nossa capacidade de trabalhar como uma equipe", afirmou Tillerson perante dezenas de funcionários do Departamento de Estado.

Em seu primeiro dia como chefe da diplomacia americana, Tillerson quis pôr fim ao mal-estar criado no Departamento de Estado após algumas das medidas do presidente Donald Trump, como o decreto que suspende temporariamente a entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

Embora não tenha especificado as dissidências internas, Tillerson mencionou em várias ocasiões a palavra "equipe" e reconheceu que existem diferentes opiniões sobre o resultado das eleições de novembro, nas quais Trump derrotou a candidata democrata, Hillary Clinton.

"Sei que estas foram eleições muito disputadas e que nem todos nos sentimos da mesma forma sobre o resultado", disse o secretário de Estado, ex-diretor executivo da companhia petrolífera ExxonMobile.

Em seu novo papel, Tillerson prometeu implementar um sistema guiado pelos princípios de "responsabilidade, honestidade e respeito" com o objetivo de usar "o talento e os recursos" do Departamento de Estado da maneira mais eficiente possível.

"Isso pode implicar algumas mudanças sobre como se fazem as coisas tradicionalmente neste Departamento", avisou.

Rex Tillerson, de 64 anos, jurou nesta quarta-feira seu cargo na Casa Branca perante o vice-presidente americano, Mike Pence, após o Senado ratificar sua nomeação.

Durante as audiências na câmara alta, o ex-empresário petroleiro conseguiu contornar as suspeitas sobre seus vínculos com a Rússia de Vladimir Putin e, finalmente, foi confirmado como novo secretário de Estado dos EUA com 56 votos a favor e 43 contra.

Tillerson é o secretário de Estado confirmado com mais votos contra da história dos Estados Unidos, pois recebeu quase todos os 'nãos' da bancada democrata.

Nos dias prévios a sua posse, Tillerson também não recebeu muito apoio dentro do Departamento de Estado.

Em uma situação sem precedentes, no final de janeiro, mil funcionários assinaram um documento oficial para expressar seu mal-estar pela ordem executiva de Trump que afeta refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana: Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen.

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