Colonos agradecem a Trump por não considerar assentamentos obstáculo para paz

Jerusalém, 3 fev (EFE).- O Conselho da Judeia e Samaria, que representa os colonos judeus no território ocupado da Cisjordânia, agradeceu nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter assegurado que os assentamentos "não são um obstáculo para a paz".

"O Conselho da Judeia e Samaria mostra seu agradecimento à Casa Branca por afirmar que nossas comunidades nunca foram um impedimento para a paz", diz o comunicado divulgado horas depois de Trump falar pela primeira vez publicamente sobre a construção de assentamentos judaicos.

Oded Revivi, chefe de Relações Exteriores do Conselho, disse que "nada é mais natural e moralmente justo que a construção judia em Judeia".

"Esperamos trabalhar estreitamente com nossos amigos na nova administração de Trump a fim de construir um futuro melhor para todos", acrescentou.

O novo governo americano se pronunciou ontem pela primeira vez sobre a construção de mais de seis mil novas casas, anunciada por Israel nas últimas duas semanas, e embora considere que a ação "não ajuda" a conseguir a paz entre israelenses e palestinos, se absteve de considerá-la um "obstáculo", como fazia o ex-presidente Barack Obama.

"Embora não consideremos a existência de assentamentos um impedimento para a paz, a construção de novos assentamentos ou a expansão dos assentamentos existentes além de seus limites atuais pode não ser de ajuda", apontou a Casa Branca.

Israel anunciou esta semana a construção de três mil novas casas em colônias do território palestino ocupado da Cisjordânia, uma semana após autorizar outras 2.500 nessa mesma área e outras 560 em Jerusalém Oriental.

No comunicado, a Casa Branca afirmou que espera abordar o problema das colônias diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no próximo dia 15 de fevereiro, durante sua visita a Washington, antes de adotar uma posição oficial.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou em dezembro, com a abstenção dos Estados Unidos, uma resolução que pede a Israel que paralise todas as atividades colonizadoras, embora Trump, então presidente eleito, tenha criticado esse movimento diplomático.

Países europeus, como Espanha e França, "condenaram" a decisão de Israel de construir mais assentamentos, enquanto as Nações Unidas e a própria União Europeia expressaram "preocupação".

A Palestina, por sua vez, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que "assuma sua responsabilidade" e atue para fazer valer sua resolução.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos