Ex-jogadora peruana de vôlei é presa por envolvimento no caso Odebrecht

Lima, 3 fev (EFE).- A Polícia Nacional do Peru (PNP) prendeu em Lima nesta sexta-feira Jessica Tejada, ex-jogadora da seleção de vôlei do país e esposa do ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Cuba, que está detido enquanto é investigado por supostamente ter recebido propina da Odebrecht.

Tejada foi presa em casa por ordem do juiz Richard Concepción, titular do Primeiro Tribunal de Investigação Preparatória da Sala Penal Nacional, que amanhã vai avaliar um pedido de 18 meses de prisão preventiva para ela feito pelo promotor anticorrupção Hamilton Castro por suposto crime de lavagem de dinheiro.

A ex-jogadora estava nos Estados Unidos e desembarcou de manhã em Lima. Ela e o marido são apontados pelo Ministério Público como sócios de uma "offshore" que recebeu pagamentos da Odebrecht em um banco de Andorra.

Jorge Cuba retornou ao Peru na terça-feira, também dos EUA, e imediatamente foi detido, em cumprimento de uma resolução do juiz Concepción, que determinou 1 ano e meio de prisão preventiva para ele.

O Ministério Público alega que Cuba pediu à Odebrecht US$ 8,1 milhões em troca de ajudar a companhia na licitação da obra da linha 1 do metrô de Lima, que a construtora conseguiu em 2009 por um investimento inicial de US$ 410 milhões.

No Peru, a Odebrecht pagou US$ 29 milhões em propinas a funcionários públicos entre 2005 e 2014, anos que compreendem os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016), segundo um acordo assinado pela companhia com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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