EUA restabelecem milhares de vistos revogados pelo veto migratório de Trump

Washington, 4 fev (EFE).- O Departamento de Estado dos EUA informou neste sábado que restabeleceu milhares de vistos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana que haviam sido cancelados devido ao veto migratório imposto pelo presidente Donald Trump, agora que este ficou bloqueado por ordem de um juiz federal.

"Revertemos a revogação provisória dos vistos sob a ordem executiva (de Trump). As pessoas com vistos que não foram fisicamente cancelados podem viajar agora, se o visto continua sendo válido", disse à Agência Efe um funcionário do Departamento de Estado, que pediu o anonimato.

O Departamento de Estado afirmou na sexta-feira que tinha restabelecido provisoriamente quase 60 mil vistos de estrangeiros provenientes dos sete países afetados pela entrada em vigor do veto migratório.

Não está claro quantos vistos foram cancelados fisicamente e estes não poderão ser recuperados para viajar aos Estados Unidos, porém todos os outros têm permissão para embarcar nas companhias aéreas que levem passageiros do Iraque, Iêmen, Irã, Somália, Sudão, Síria e Líbia.

No entanto, o Departamento de Justiça "planeja apresentar o mais rápido possível um pedido de urgência para que a ordem" do juiz federal "seja suspensa", segundo afirmou à Agência Efe uma porta-voz do governo americano, Gillian Christensen.

"A ordem executiva do presidente é legal e apropriada. Esta ordem é pensada para proteger o país e o povo americano, e o presidente não tem maior dever e responsabilidade do que fazer isso", indicou Christensen, que é porta-voz interino do Departamento de Segurança Nacional (DHS, em inglês).

Esse Departamento, encarregado do controle de imigração e alfândegas, também suspendeu "todas as ações destinadas a implementar as seções" do decreto de Trump "afetadas" pela decisão emitida na sexta-feira pelo juiz federal James Robart.

Como consequência, foram suspensas "as regras que classificavam os passageiros" de certos países como proibidos pela ordem executiva, e o DHS "voltará a inspecionar os viajantes de acordo com a política e os procedimentos padrão" que estavam em vigor antes do decreto, apontou Christensen.

A Casa Branca já tinha anunciado nesta sexta-feira que seus advogados apresentarão "o mais rápido possível" uma apelação da decisão ( judicial ) com o objetivo de restituir o veto que, segundo sua opinião, é "legal" e "apropriado".

A decisão do juiz Robart, com tribunal em Seattle (estado de Washington), bloqueou com efeito imediato sobre todo o país a polêmica ordem emitida em 27 de janeiro, que vetava a entrada aos Estados Unidos aos imigrantes procedentes do Iraque, Iêmen, Irã, Somália, Sudão, Síria e Líbia, além de aos refugiados sírios.

Essa suspensão é temporária e rege até que Robart tome uma decisão definitiva sobre a legalidade da ordem presidencial ou até que uma instância judicial superior procurada pel0o governo, como o Tribunal de Apelações do Nono Circuito e a Suprema Corte como último recurso, decida levantá-la.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tachou hoje de "ridícula" a decisão do juiz americano, e afirmou que esse veredicto acabará "cancelado".

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