Farc pede "eficiência" e "cumprimento" em implementação do acordo de paz

Bogotá, 4 fev (EFE).- O número dois das Farc, Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez", pediu neste sábado ao governo colombiano "eficiência" e "cumprimento" na implementação do acordo assinado, ao mesmo tempo que reiterou que essa guerrilha está disposta a "cumprir com a paz".

Assim expressou "Márquez" em um inédito discurso no painel "O processo de paz na Colômbia", realizado na XVI Cúpula Mundial de Prêmios Nobel de Paz que termina hoje em Bogotá.

O líder guerrilheiro compartilhou palco com ganhadores do Nobel de Paz como José Ramos-Huerta (Timor-Leste, 1996) e David Trimble (Irlanda do Norte, 1998).

Também discursaram o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle; o Alto Comissariado para a Paz, Sergio Jaramillo, e o representante especial da missão das Nações Unidas na Colômbia, Jean Arnault, entre outros.

"Márquez", que foi o chefe negociador das Farc em Havana, destacou que o acordo assinado em Bogotá em 24 de novembro "entrou em sua etapa decisiva, que é a da implementação do estipulado sem a qual tudo ficaria reduzido à demagogia e ao engano".

"Necessitamos de eficiência, necessitamos de cumprimento", ressaltou o chefe guerrilheiro no painel.

"Márquez" lamentou que no país haja "especialistas desprovidos de bom senso que não buscam na norma a via da solução dos problemas, mas sua piora e destruição".

O guerrilheiro lembrou que há um mês o legislativo colombiano aprovou a Lei de Anistia", mas que ao não ser assumida pelos juízes, "ao invés de trazer a alegria da liberdade, encheu de desconfiança".

Além disso, reafirmou que os 26 zonas nas quais as Farc estão concentradas para deixar suas armas e retornar à vida civil, não estão adequadas, mas mesmo assim os guerrilheiros seguem chegando.

"A totalidade das zonas de pontos de normalização, onde a insurgência dará o passo final à vida política legal, não estão adequadas e nessas condições estão lá em um ato de desprendimento", afirmou.

Por isso, insistiu, "o compromisso não é para uma só das partes. Necessitamos de eficiência e necessitamos de cumprimento".

De todos modos, "Márquez" acredita "na boa vontade" do governo para levar adiante o processo de paz e dê início "às libertações, às adequações das zonas de normalização, aos abastecimentos oportunos e em boas condições, à implementação legislação ajustada ao espírito dos pactuado".

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