Irã responde EUA e garante que é solução para crises do Oriente Médio

Teerã, 4 fev (EFE).- O primeiro vice-presidente do Irã, Eshaq Yahangiri, afirmou neste sábado, dirigindo-se aos Estados Unidos, que seu país "não é um problema para a região", mas a nação que pode ajudar a resolver as crises do Oriente Médio.

Yahangiri rejeitou as acusações americanas de apoio a grupos terroristas e indicou que o Oriente Médio é "uma região crítica" na qual o Irã é "capaz de garantir a estabilidade", segundo declarações divulgadas pela agência oficial "Irna".

"Teerã não é um problema para a região, mas quem pode ajudar a resolver os problemas regionais (...) Se o Irã não estivesse presente, a Síria estaria nas mãos do grupo terrorista Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico)", acrescentou.

O vice-presidente destacou, além disso, que a República Islâmica não está preocupada com a retórica americana: "Se falam com o Irã com respeito e tentam resolver os assuntos mediante o diálogo, todos podemos sair ganhando".

O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, denunciou hoje que o Irã é "o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo", enquanto o presidente, Donald Trump, advertiu ontem que o regime iraniano "está brincando com fogo".

Por sua parte, o diretor interino do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro, John Smith, disse na sexta-feira que "o contínuo apoio do Irã ao terrorismo e o desenvolvimento de seu programa de mísseis balísticos representam uma ameaça para a região", após anunciar novas sanções contra indivíduos e entidades iranianas.

A relação entre ambos países piorou desde que Trump ordenou a suspensão por três meses da emissão de vistos a cidadãos do Irã e outros seis países de maioria muçulmana.

A República Islâmica decidiu aplicar uma medida recíproca contra os cidadãos americanos.

Também agravou a situação o teste com mísseis efetuado pelo Irã no domingo passado, ao qual Washington já ameaçou responder.

A essas novas sanções americanas, a República Islâmica reagiu ontem com a imposição de restrições legais a indivíduos e entidades americanas implicados, segundo o Ministério das Relações Exteriores, no financiamento e apoio a grupos extremistas na região.

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