Secretário de Defesa americano reafirma aliança Washington-Tóquio

Tóquio, 4 fev (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou neste sábado em Tóquio que a aliança entre seu país e o Japão vai continuar sendo uma "pedra central" para a estabilidade na região perante as ameaças de Coreia do Norte e a crescente pujança da China.

Mattis deu a declaração na entrevista coletiva realizada após sua reunião com a ministra de Defesa japonesa, Tomomi Inada, na capital japonesa.

"Os Estados Unidos vão continuar protegendo o Japão", sentenciou Mattis, suavizando desta maneira as palavras do presidente Donald Trump, que durante a campanha eleitoral ameaçou Tóquio e Seul de retirar as tropas americanas dos dois países se não aumentassem sua contribuição econômica para manter os contingentes.

Embora Mattis tenha garantido que no encontro de hoje não trataram concretamente sobre o volume das contribuições, o chefe do Pentágono disse que "os Estados Unidos apreciam suas contribuições (do Japão)" e que o país asiático "está no caminho certo".

Em outra ordem, as titulares de Defesa de ambos os países trataram sobre o aumento das atividades da China e do conflito das ilhas Senkaku, administradas por Tóquio e reivindicadas por Pequim, que as denominam Diaoyu.

"As Senkaku estão sob a administração do Japão e os EUA se opõem a qualquer ação unilateral que se oponha a isso", enfatizou Mattis.

Inada afirmou que a "China é um vizinho importante para o Japão" e que o diálogo "está sempre aberto".

Em relação à mudança da base americana de Futenma em Okinawa (sudoeste do arquipélago), uma realocação que conta com ampla oposição da população local, Mattis e Inada se mostraram de acordo em que o movimento "seja a única solução" e convieram realizá-lo o mais rápido possível.

A reunião dos titulares de Defesa aconteceu um dia depois de o general americano aposentado ser recebido pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, e reafirma a postura mostrada então por Mattis, que afirmou que os EUA estão comprometidos "firmemente e 100%" em sua aliança militar bilateral com o Japão.

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