CDU e CSU encenam aproximação estratégica para eleições alemãs

Berlim, 5 fev (EFE).- A União Democrata-Cristã (CDU) e sua irmã bávara, a União Social-Cristã (CSU), iniciaram neste domingo um encontro estratégico para as eleições gerais do próximo mês de setembro na Alemanha, minimizando as diferenças que lhes distanciaram nos últimos meses.

Os líderes do bloco conservador que sustenta Angela Merkel como chefe de governo, a própria chanceler e o presidente da Baviera e da CSU, Horst Seehofer, começaram hoje em Munique, no sul da Alemanha, um conclave de dois dias que os veículos de comunicação já denominaram como "cúpula da reconciliação".

A reunião concluirá amanhã com a proclamação formal de Merkel como candidata conjunta da CDU/CSU.

Após meses de disputas e desplantes, Seehofer afirmou hoje, pouco antes do início da reunião, que as diferenças que têm, sobretudo em relação à crise dos refugiados, não devem lastrar sua campanha eleitoral comum.

A CSU, com Seehofer à frente, exigiu abertamente durante os últimos meses do ano passado uma cota máxima de 200.000 refugiados anuais para evitar avalanches como as de 2015, quando chegaram à Alemanha 890.000 solicitantes de asilo, em sua maioria através da Baviera.

Merkel rejeitou taxativamente esta possibilidade alegando que seria inconstitucional, pois o direito de asilo está ancorado na Carta Magna alemã, e afirmou que se concentraria em diminuir notavelmente o número de pessoas que chegavam ao país.

Seehofer, que no final do ano passado chegou a ameaçar em não dar seu apoio a Merkel nestas eleições, se mostrou hoje conciliador e argumentou que a "longa história comum de CDU e CSU" mostra coincidências decisivas.

Segundo reconheceu o líder bávaro, é certo que "há também percepções diferentes", mas estes pontos não devem danar a unidade do bloco conservador na hora de assegurar uma nova vitória nas urnas.

O encontro deve servir também para começar a esboçar os eixos da próxima campanha eleitoral conjunta e para novamente mostrar unidade frente a um Partido Social-Democrata (SPD) em alta nas pesquisas e que flerta com a ideia de formar uma aliança tripartite de esquerda com o Partido Verde e o da Esquerda para chegar ao Executivo.

A reunião começou no mesmo dia em que foram divulgados os resultados da última pesquisa eleitoral, que mantêm o bloco conservador em primeiro lugar, com 33% dos votos, seguido pelos social-democratas, com 29%.

Esta diferença de apenas quatro pontos percentuais é a menor distância entre os históricos rivais desde julho de 2012.

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