Ex-colaboradores de Toledo expressam indignação por acusações de suborno

Lima, 5 fev (EFE).- Vários ex-ministros e colaboradores de Alejandro Toledo expressaram neste domingo sua indignação pelas acusações de que o ex-presidente do Peru teria recebido uma propina de US$ 20 milhões da Odebrecht para a construção de dois trechos da estrada interoceânica.

O ex-ministro de Justiça na gestão de Toledo, Fernando Olivera, declarou à emissora de rádio "RPP Notícias" que o ex-presidente "não tem o perdão de Deus e deve ser aplicado todo o peso da lei".

Olivera acrescentou que estava "indignado, furioso, ao tomar conhecimento de como Alejandro Toledo, que chegou à presidência lutando contra a corrupção e em nome da democracia, terminou executando atos gravíssimos, desonrando o Peru".

Por sua parte, o ex-ministro de Habitação durante o governo de Toledo e atual congressista do governo, Carlos Bruce, escreveu em seu perfil no Facebook que o caso era uma "decepção".

"As pessoas vinculadas a atos de corrupção devem ser severamente punidas", completou.

O ex-legislador do Peru Possível, partido fundado por Toledo, Marcial Ayaipoma, declarou ao jornal "El Comércio" que "pela carga política, entendo que o povo queira sangue e morte. No entanto, isto deve ser resolvida pela via judicial".

Ayaipoma opinou que Toledo deve voltar ao país e colaborar com a procuradoria nas investigações, dado que se encontra na França desde o final de janeiro.

Já o ex-candidato presidencial Julio Guzmán expressou, em um vídeo compartilhado no Facebook, que "o ex-presidente Toledo traiu o país e a democracia. É o primeiro dinossauro que cai e têm que continuar caindo".

Guzmán acrescentou que "esta é a grande oportunidade de limpar a política peruana".

De acordo com um documento judicial divulgado pela imprensa peruana, o ex-chefe de segurança de Toledo, Avi Dan On, foi o intermediário que propôs à Odebrecht o pagamento de um propina em troca da construção de dois trechos da estrada interoceânica.

Segundo publicou o jornal "La República", o ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, declarou ao procurador peruano, Hamilton Castro, que a propina solicitada por Toledo foi de US$ 35 milhões, que deveriam ser depositados nas contas de seu amigo Josef Maiman no exterior.

No entanto, o suborno foi reduzido a US$ 20 milhões porque o então governo descumpriu o acordo ao modificar as bases do concurso de licitação que, de qualquer forma, foi vencido pela Odebrecht e outros sócios em 2005.

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